Acho
que erramos no planejamento para Phi Phi, pois apesar de ser um lugar
muito bonito, é possível fazer todos os passeios em dois dias, mas
tínhamos três, o que fez o ritmo desses dias serem meio vagarosos.
Na
verdade, o passeio que fizemos no dia anterior já visitava
praticamente todos os pontos famosos desse arquipélago, então
ficamos meio vendidos para os dias seguintes. Resolvemos então
aproveitar o vigésimo primeiro dia para ir de novo em algumas praias
e assistir um show na parte da noite.
Combinamos com um taxi boat um passeio que nos levaria de novo para
Maya Beach, um ponto de snorkel novo e Monkey Beach, onde não
pudemos parar no dia anterior. O custo da taxi foi meio salgado (600
baht ou 65 reais para cada) para três horas, mas era tabelado e não
tinha muito choro (eu olha que eu tentei!).
O barco
do taxi boat é pequeno e quando ele sai de uma ilha para a outra é
um desespero, pois ele fica em alto mar com muitas ondas e água voa
para todos os lados. André claro, aproveitou para abraçar o
barqueiro e pedir socorro.
Quando
chegamos em Maya Beach descobrimos que se tocássemos na areia da
praia teríamos de pagar 400 Baht (uns 45 reais) de entrada! É claro
que automaticamente eu achei o barco um lugar muito mais agradável
que a praia e tentei convencer todos a ficar por lá mesmo. Na
verdade a taxa só é cobrada se formos para a praia principal, então
achamos uma prainha minúscula e meio suja e paramos para fazer
snorkel e mergulhar. Apesar de pequena, existiam vários gringos por
lá que não queriam pagar a entrada e eles fizeram tantos “de
boas” que deixaram o André encabulado. Tinha inclusive um “de
boa” em que eles se juntavam em um montinho e ficavam todos se
roçando, o que fez prontamente o André querer imitá-los, mas eu me
recusei a ficar no montinho temendo pela minha dignidade.
| Praia gratuita! |
| Infinitos peixes amarelos. |
Depois
paramos em mais um ponto de snorkel e rumamos para Monkey Beach, que
é uma praia infestada de macacos. A praia em si não é das
melhores, a atração é ficar vendo os mal-educados macacos roubando
comida dos turistas. Um desses turistas tentou oferecer um salgadinho
para um, mas o malandro puxou o saco inteiro e sair correndo. Os
macacos são tão mal acostumados que chegam a ser agressivos,
roubando tudo que conseguem ver. Por sorte a gula do André o salvou
dessa vez, já que ele tinha acabado toda sua pringles antes de
chegar na ilha.
| Macaco mal-educado e admirador de salgadinhos. |
No
final do dia fomos ainda ver um show de encantadores de fogo na
praia. O André estava empolgadíssimo para ver os tais “homens
fogosos” que ficavam na praia, mas era só um inocente show de
artistas que faziam malabarismo com fogo. O show até que era bom,
mas eles arriscavam bastante e erravam mais ainda, teve uma parte em
que um deles colocou um bastão flamejante dentro das calças para
provar que aguentava, mas parece que o estrago foi maior do que ele
esperava (espero que ele já tenha tido filhos). Na verdade o show
chega a ser meio perigoso, pois tem uma parte em que eles começam a
jogar bolas cheias de óleo flamejante entre eles e com a plateia
entre o espaço para os arremessos, o que fez com que uma vez duas
dessas bolas flamejantes colidissem e caíssem no meio de todos,
quase acertando a cabeça de um turista. No final pelo menos
sobrevivemos apenas com alguns sustos.
| Legal, mas quase matam um turista. |
No
vigésimo segundo dia nós não aguentávamos mais snorkel, praias e
aqueles malditos e infinitos peixes amarelos que pareciam estar em
todos os lugares. Apesar de eu não ter interesse, um outro destaque
de Phi Phi são as infinitas festas/baladas que existem, ao ponto que
encontramos um brasileiro festeiro que morava e trabalhava ali faziam
cinco anos e meio e ele dizia que todo santo dia ia para as orgias
infinitas da ilha e ficava de ressaca no dia seguinte. Cinco anos e
meio de orgias??? Confesso que cheguei a admirar a resistência desse
sujeito, mas essa admiração não foi o suficiente para ir para uma
dessas baladas.
Resolvemos gastar uma parte do dia fazendo algo que não tivesse
relação com peixes e praias,e descobrimos que existia uma trilha
por lá! Na verdade não chega a ser uma grande trilha, mas apenas
uns 3 quilômetros de estrada para chegar no mirante da ilha. Em
favor da trilha eu digo que pelo menos tem bastante subida, estava
muito quente e tinha uns macacos sedentos por salgadinhos no meio da
trilha. Se for para dar uma nota de dificuldade eu daria “Coala
preguiçoso e manco aproveitando o sol de verão para passar em uma
spa e fazer as unhas enquanto come eucaliptos de plantação
orgânica”.
Pelo
menos a entrada era barata (30 bath ou 3 reais), o mirante muito
bonito e era possível ver boa parte da ilha.
| ""Trilha". |
O resto
do dia não teve muitas eventualidades. Usamos a piscina do hotel de
muitas estrelas que o André fez questão de reservar, passeamos
pelas ruas da ilha, compramos lembrancinhas (eu meio que só assisti
essa atividade) e o André voltou a procurar as mulheres tromba.
Amanhã
partimos de Phi Phi e pelo menos o André vai poder parar de se
preocupar com tsunamis, pois já estava ficando ridículo ver ele
correndo para as montanhas para cada vez que alguém pisava mais
forte na água e fazia uma marolinha.
| Rua de Phi Phi. |
| Comida típica. Abacaxi, arroz e três camarões. |
Pô, e vcs não foram em balada nenhuma? Pensei que ia rolar um relato de pegação, só pra variar.
ResponderExcluirPegação total!Só que não :(
ResponderExcluirAqueles macacos são pegadores.
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