domingo, 1 de novembro de 2015

Dia 10 – Tailândia(Laos?) – Chiang Mai – Templo Branco, fronteiras e banheiro entupido

    Outro dia cheio pela frente, mas infelizmente mais cheio de caminho do que de atrações. A programação do dia é visitar o famos White Temple (Templo Branco), o Golden Triangle (tríplice fronteira de lá) e o ponto mais norte da Tailândia. O passeio com almoço incluso custou 1300 Baht (uns 145 reais).

    O dia já começou inusitado, pois ao despertar, o André correu para o banheiro sentindo fortes dores abdominais devido ao excesso de comida tailandesa, hambúrgueres, pizzas e tudo mais de errado que ele sempre come nas viagens. O barulho que se seguiu deve ter deixado o próprio Buda nervoso, pois definitivamente não foi coisa de Deus. O trabalho foi tão bem feito que entupiu o banheiro e como castigo ele teve de contar o feito na recepção com o “inglês” dele e sem nossa ajuda. O resultado foi mais ou menos esse:

- SHIT NO DOWN!SHIT NO DOWN!HELP!HELP!!!

    E enquanto gritava e pulava, o André ficava abanando o nariz com a mão freneticamente para simular o mal cheiro.

    No final de tudo, fomos para o passeio e deixamos o pessoal da limpeza aos prantos no hotel.
Esse passeio possui dois problemas, o primeiro é que tudo fica meio longe de Chiang Mai e para chegar no ponto mais norte, que seria nossa última parada, levamos cerca de três horas e meia, e tem tudo isso de novo na volta. O segundo problema é que tirando o White Temple, todas as outras paradas são bem rápidas e parecem que tem o único objetivo de nos fazer comprar nas infinitas lojinhas de lembrancinhas que existem por lá. Obviamente para o André o segundo item não pode ser considerado um problema.

    A primeira parada foi logo o Wat Rong Khun ou como é mais conhecido, o White Temple. Devo dizer que é o templo mais bonito que vi, mas sem dúvida também é o mais estranho. Esse templo é particular e foi construído (existia um templo anterior, mas ele foi completamente refeito) e aberto para visitação em 1997. O designer e também proprietário do templo é um pintor muito famoso na Tailândia, chamado Chalermchai Kositpipat.

    O trabalho de construção do templo ainda não está terminado (previsão para 2070 apenas) e temos várias construções pela metade, mas o que existe é belíssimo. Na construção principal existe uma ponte que a guia disse simbolizar a passagem para o céu, sendo que no seu início existe o inferno, com suas mão tentando lhe pegar. Após a ponte existem uns guardiões e um templo com Buda, mas não é permitido tirar a foto dele, apesar de que pudemos tirar fotos das pinturas que ficam nas paredes e aí é que tudo fica estranho.

   Harry Potter, Doraemon, Neo (matrix), Batman, Michael Jackson, Jack Sparow e muito mais gente fazem parte da decoração que inclui guerras e terrorismo. Não me pergunte o significado da mensagem, eu com certeza não entendi o que esses personagens fazem perto de Buda, mas deve ter um significado muito profundo que minha mente limitada e pouco religiosa não consegue entender. Ou pode ser que o artista simplesmente goste desses personagens (vale conferir as fotos dessas pinturas logo abaixo). 

White Temple


Não faço ideia  de quem seja.



Ao fundo a ponte para o céu,


Mas antes o inferno.

SAI CAPETA!

Guardião da ponte.

Clique na imagem e reconheça os personagens.

Ache mais personagens.




Cada "folha" é um enfeite que se compra, escreve uma mensagem e pendura.




    A próxima parada foi o Golden Triangle (triângulo dourado), que é uma tríplice fonteira marítima entre a Tailândia, Myanmar e Laos. Esse local era onde antigamente ocorria grandes trocas de ópio, por juntar áreas produtoras de ópio e por existir um banco de areia no meio do rio que é considerado “terra de ninguém”, o que facilitava a troca da mercadoria. E quando falo que era uma área de troca, estou sendo preciso já que só se aceitava ouro e na proporção de peso de um para um (um quilo de ouro vale um quilo de ópio)!

    Nós aproveitamos e fomos em um barco que navegou pelo rio da fronteira e demos uma passadinha no Laos.

    Nossa guia usou uma cópia de nosso passaporte e conseguimos autorização para ficar meia hora no Laos, o que dá só para passear pela feirinha de lembrancinhas que existe por lá. Para quem gosta, eles oferecem gratuitamente uma prova do uísque de cobra ou lagarto, que segundo o André e Maíra que provaram, é apenas um uísque de terceira com uma cobra ou lagarto morto boiando. O divertido foi ver o André contar suas histórias de familiaridades com cobras, quando contou o caso de uma festa de um primo em que foi contratado um homem cobra(!?!) que mostrou a serpente para o André que prontamente a cobriu de beijos(!!!). Ainda bem que o André nunca me convida para suas festinhas.

    A visita foi rápida e nem tão boa, mas tiro de positivo que posso contar que estive em mais um país. Já o Laos só tem motivos para comemorar, já que depois das comprar do André, o país deve ter ganho uns dois pontos de PIB(Produto Interno Bruto) e se o André pudesse ser considerado uma país, possivelmente estaria figurando entre os maiores parceiros comerciais do Laos.

    De resto o passeio não apresentou muitas novidades. Paramos na parte mais norte da Tailândia, vimos a fronteira com Myanmar, tiramos umas fotos e voltamos dormindo na van até o hotel, onde as recepcionistas apontavam para o André e a equipe de limpeza tremia e se escondia de medo.

Tríplice fronteira.


Laos.

Tailândia.

Myanmar.


Uísque com bizarrices.

Laos.

André deus vários beijos.


Ponto mais ao norte da Tailândia.


Fronteira com Myanmar.

   

Um comentário:

  1. "Se o André fosse um país, poderia ser considerado um dos principais parceiros comerciais do Laos."
    kkkkkkk
    Muito boa , Betoph!

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