Outro dia cheio pela
frente, mas infelizmente mais cheio de caminho do que de atrações.
A programação do dia é visitar o famos White Temple (Templo
Branco), o Golden Triangle (tríplice fronteira de lá) e o ponto
mais norte da Tailândia. O passeio com almoço incluso custou 1300
Baht (uns 145 reais).
O dia já começou
inusitado, pois ao despertar, o André correu para o banheiro
sentindo fortes dores abdominais devido ao excesso de comida
tailandesa, hambúrgueres, pizzas e tudo mais de errado que ele
sempre come nas viagens. O barulho que se seguiu deve ter deixado o
próprio Buda nervoso, pois definitivamente não foi coisa de Deus. O
trabalho foi tão bem feito que entupiu o banheiro e como castigo ele
teve de contar o feito na recepção com o “inglês” dele e sem
nossa ajuda. O resultado foi mais ou menos esse:
- SHIT NO DOWN!SHIT
NO DOWN!HELP!HELP!!!
E enquanto gritava e
pulava, o André ficava abanando o nariz com a mão freneticamente
para simular o mal cheiro.
No final de tudo,
fomos para o passeio e deixamos o pessoal da limpeza aos prantos no
hotel.
Esse passeio possui
dois problemas, o primeiro é que tudo fica meio longe de Chiang Mai
e para chegar no ponto mais norte, que seria nossa última parada,
levamos cerca de três horas e meia, e tem tudo isso de novo na
volta. O segundo problema é que tirando o White Temple, todas as
outras paradas são bem rápidas e parecem que tem o único objetivo
de nos fazer comprar nas infinitas lojinhas de lembrancinhas que
existem por lá. Obviamente para o André o segundo item não pode
ser considerado um problema.
A primeira parada
foi logo o Wat Rong Khun ou como é mais conhecido, o White Temple.
Devo dizer que é o templo mais bonito que vi, mas sem dúvida também
é o mais estranho. Esse templo é particular e foi construído
(existia um templo anterior, mas ele foi completamente refeito) e
aberto para visitação em 1997. O designer e também proprietário
do templo é um pintor muito famoso na Tailândia, chamado
Chalermchai Kositpipat.
O trabalho de
construção do templo ainda não está terminado (previsão para
2070 apenas) e temos várias construções pela metade, mas o que
existe é belíssimo. Na construção principal existe uma ponte que
a guia disse simbolizar a passagem para o céu, sendo que no seu
início existe o inferno, com suas mão tentando lhe pegar. Após a
ponte existem uns guardiões e um templo com Buda, mas não é
permitido tirar a foto dele, apesar de que pudemos tirar fotos das
pinturas que ficam nas paredes e aí é que tudo fica estranho.
Harry Potter,
Doraemon, Neo (matrix), Batman, Michael Jackson, Jack Sparow e muito
mais gente fazem parte da decoração que inclui guerras e
terrorismo. Não me pergunte o significado da mensagem, eu com
certeza não entendi o que esses personagens fazem perto de Buda, mas
deve ter um significado muito profundo que minha mente limitada e
pouco religiosa não consegue entender. Ou pode ser que o artista
simplesmente goste desses personagens (vale conferir as fotos dessas
pinturas logo abaixo).
 |
| White Temple |
 |
| Não faço ideia de quem seja. |
 |
| Ao fundo a ponte para o céu, |
 |
| Mas antes o inferno. |
 |
| SAI CAPETA! |
 |
| Guardião da ponte. |
 |
| Clique na imagem e reconheça os personagens. |
 |
| Ache mais personagens. |
 |
| Cada "folha" é um enfeite que se compra, escreve uma mensagem e pendura. |
A próxima parada
foi o Golden Triangle (triângulo dourado), que é uma tríplice
fonteira marítima entre a Tailândia, Myanmar e Laos. Esse local era
onde antigamente ocorria grandes trocas de ópio, por juntar áreas
produtoras de ópio e por existir um banco de areia no meio do rio
que é considerado “terra de ninguém”, o que facilitava a troca
da mercadoria. E quando falo que era uma área de troca, estou sendo
preciso já que só se aceitava ouro e na proporção de peso de um
para um (um quilo de ouro vale um quilo de ópio)!
Nós aproveitamos e
fomos em um barco que navegou pelo rio da fronteira e demos uma
passadinha no Laos.
Nossa guia usou uma
cópia de nosso passaporte e conseguimos autorização para ficar
meia hora no Laos, o que dá só para passear pela feirinha de
lembrancinhas que existe por lá. Para quem gosta, eles oferecem
gratuitamente uma prova do uísque de cobra ou lagarto, que segundo o
André e Maíra que provaram, é apenas um uísque de terceira com
uma cobra ou lagarto morto boiando. O divertido foi ver o André
contar suas histórias de familiaridades com cobras, quando contou o
caso de uma festa de um primo em que foi contratado um homem
cobra(!?!) que mostrou a serpente para o André que prontamente a
cobriu de beijos(!!!). Ainda bem que o André nunca me convida para
suas festinhas.
A visita foi rápida
e nem tão boa, mas tiro de positivo que posso contar que estive em
mais um país. Já o Laos só tem motivos para comemorar, já que
depois das comprar do André, o país deve ter ganho uns dois pontos
de PIB(Produto Interno Bruto) e se o André pudesse ser considerado
uma país, possivelmente estaria figurando entre os maiores parceiros
comerciais do Laos.
De resto o passeio
não apresentou muitas novidades. Paramos na parte mais norte da
Tailândia, vimos a fronteira com Myanmar, tiramos umas fotos e
voltamos dormindo na van até o hotel, onde as recepcionistas
apontavam para o André e a equipe de limpeza tremia e se escondia de
medo.
 |
| Tríplice fronteira. |
 |
| Laos. |
 |
| Tailândia. |
 |
| Myanmar. |
 |
| Uísque com bizarrices. |
 |
| Laos. |
 |
| André deus vários beijos. |
 |
| Ponto mais ao norte da Tailândia. |
 |
| Fronteira com Myanmar. |
"Se o André fosse um país, poderia ser considerado um dos principais parceiros comerciais do Laos."
ResponderExcluirkkkkkkk
Muito boa , Betoph!