sábado, 31 de outubro de 2015

Dias 8 e 9 – Tailândia – Chiang Mai – Cavernas, templos e guia com nome estranho

    O oitavo dia da viagem não teve muitos acontecimentos, pois foi inteiro de viagens. Pegamos um voo de Siem Reap para Bangkok e depois para nossa próxima parada Chiang Mai, onde vamos ter a parada mais longa da viagem, ficando seis dias.

   Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia, fica no norte do país em uma região montanhosa e é muito famosa como centro de negócios e turismo. Aqui existem várias atrações interessantes para ir, além de cerca de 300 templos budistas espalhados pela cidade(!).

    Para variar o André reservou um hotel ao invés de um hostel, mas dessa vez ele pelo menos não é de cinco estrelas e não tem carregadores de malas e toalhas geladas, só não se pode dizer o mesmo sobre não ter piscina. O nome é Bed Phrasingh e ele tem uma ideia muito legal de tentar te fazer sentir em casa, fazendo com que na entrada existam várias geladeiras gigantes com muitos itens gratuitos, como água, frutas, iogurte, leite, chá, biscoitos e dizem até que terá cerveja nos próximos dias. O problema dessa estratégia é que volta e meia deve aparecer um hóspede como o André, que já chega assaltando toda a geladeira, colocando os pés sujos e descalços na mesa e roncando no sofá. Espero que a política do hotel não mude por nossa causa.

    Conhecemos uma simpática brasileira que trabalha lá e ela nos ajudou a selecionar o que faremos nesses próximos dias. No nosso nono dia, escolhemos fazer uma visita à Chiang Dao Cave e ao templo de Doi Suthep.

    Combinamos um preço de 2700 Baht (uns 300 reais) para alugar um táxi pelo dia todo, e assim chegarmos a esses lugares que são razoavelmente distantes de onde estamos. A motorista que nos atendeu foi muito solícita, mas não conseguimos deixar de notar o seu nome na licença de taxista, ela tinha o infeliz nome de TitiPorn(!!??!). Desconfio de que quem escolheu a nossa motorista pelo nome foi o André.

    Demora um pouco para chegar até a Chiang Dao Cave, mas a entrada é bem barata (40 baht ou 5 reais). A caverna tem dois caminhos, um deles é para ser feito sem guia ou lanterna e é meio sem graça, apenas umas estruturas bonitas, umas estátuas de Buda pelo caminho e umas quedas do André. Nem para uns “de boa mostrando músculos inexistentes e esconde a barriga” do André serviu esse caminho, mas a segunda opção já é mais interessante.

    É possível pagar mais 200 baht(22 reais) por uma lanterna e um guia, seguindo assim por um caminho não iluminado, estreito e cheio de “esculturas” naturais. Na verdade, muita das ditas esculturas são forçadas, o guia via elefantes, leões, cachoeiras e flores em todos os lugares, mas confesso que minha capacidade de abstração falhou em muitas delas e olha que tentei virar a cabeça para os dois lados e plantar bananeira. Vale também para mais uma vez ver o André entalar em todas as passagens estreitas e bater a cabeça em tudo que o guia falava para ter cuidado. No geral é um passeio bem tranquilo e meu nível de dificuldade para ele ficaria no “Donzela virginal andando serelepe pelo tapete da sala e usando pantufas rosas”.




















O que seria isso?

Morcegos!





    O segundo objetivo do dia é o templo Doi Suthep, que fica na montanha de mesmo nome e possui uma vista panorâmica muito boa de Chiang Mai.

    Esse templo é sagrado e como os outros não é permitido mulheres mostrarem o ombro ou usarem short, o que faziam todos apontarem para a Maíra e falarem “TOO SEXY!!TOO SEXY!!”. É possível chegar usando uma escada de 309 degraus ou pegar um elevador, obviamente o André não quis queimar suas muitas calorias acumuladas e nos fez andar de elevador, o que foi uma nova derrota para mim. Vale a pena conhecer o templo, a vista é muito bonita e a arquitetura espetacular, a curiosidade ficou para uma sala em que tinha um monge junto com vários devotos e esses estavam doando MUITO dinheiro (vários bolos de notas de 500 Bahts) para o monge, fiquei sem entender, mas estranhamente me lembrou algumas outras religiões que tem no Brasil.

















Monge recebendo muitas doações

   

Nenhum comentário:

Postar um comentário