terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dia 4 – Tailândia – Bangkok – Mercado que flutua, ponte de filme e tigres polêmicos

   Esse foi nosso último dia inteiro em Bangkok e o dia foi bem cheio, mas paradoxalmente passamos a maioria dele dormindo e babando em um carro.

    Fechamos três passeios para o mesmo dia, o mercado flutuante de Damnoen Saduak, a ponte do rio Kwai e o templo do tigres. O problema aqui é que todas essas atrações ficam bem afastadas de Bangkok (mais de 100k da cidade e não ficam perto uma das outras), o que nos fez recuperar o sono perdido e ter fortes torcicolos.

    A primeira parada foi o mercado flutuante, que tem esse nome não por variar muito suas taxas cambiais, mais simplesmente por ser um mercado que flutua (duh!). As lojinhas se encontram dentro do rio e é preciso pagar um barco para nos levar através do mercado, onde somos literalmente pescados pelos mercadores, que usam um gancho enorme para fisgar nosso barco e nos oferecer bugigangas locais.

    As mercadorias são muitas, como comidas exóticas e com aparência assustadoras, comidas não tão exóticas e com aparência assustadoras, comidas comuns com aparência assustadoras, lembrancinhas diversas, roupas, temperos, unguentos e tudo mais. O engraçado é que lemos em todos os lugares da Tailândia (até no aeroporto) que comprar réplicas de buda como lembrança é crime (buda seria para adoração e não lembrancinha para o André), mas elas são vendidas em todos os lugares.

    Outra característica muito interessante e que eu acho a maior atração do lugar, é a pechincha. Sempre que você pergunta pelo preço de algo, eles te dão uma valor estratosférico e te passam uma máquina calculadora para fazer uma oferta. No final não importa o quão baixo você ofereça, eles acabam topando. Eu comprei uma miniatura de elefante em pedra que ofertavam por 400 Baht (45 reais), por 150 Baht (20 reais), já o André comprou um imã por 100 Baht (11 reais) quando ofereciam 450 (50 reais), sendo que a Maíra comprou o mesmo imã um pouco depois por 50 Baht (6 reais).

    Vale pelo passeio e as canoas devem ser feitas de material muito bom, já que aguentaram o sobrepeso do André. Falando em André, ele como sempre aprontou das suas e quando foi sair do barco deixou cair seus preciosos óculos escuro modelo feminino que ele tinha pago uns 500 dólares. Estava demorando para termos a primeira migalha de pão do André na viagem.




Fazemos qualquer negócio.





    Depois de mais um bom tempo de soneca no carro fomos almoçar e para nosso terror, a comida foi idêntica ao dia anterior, só que com menos quantidade. Basicamente comemos arroz puro e um pouco de ovo. Acho que essa pode ser a primeira viagem que vamos ver o André perder algum peso.

    A próxima atração era a ponte do rio Kwai que foi imortalizada no premiado filme de mesmo nome. Essa ponte fica na fronteira de Myanmar e foi construída durante a segunda guerra em grande parte por prisioneiros de guerra, sendo que estimam-se que 16 mil destes tenham morrido em sua construção. Conta-se que ao final da guerra, os bombardeiros aliados chegaram para destruir a ponte e os japoneses colocaram vários prisioneiros acenando em cima da ponte para fazê-los desistir, o que não aconteceu e a ponte foi explodida e todos mortos. Tantos foram os cadáveres que a água ficou turva e pútrida por muito tempo.

    Não existe muito para ver lá, só um pequeno museu e tirar umas fotos da ponte. O André começou a ler alguns dos relatos do museu, mas depois que soube que tinha um filme que contava isso, decidiu que seria mais interessante aprender comendo pipoca.






    A terceira atração é o controverso templo do tigres, onde é possível tirar fotos com tigres adultos. De onde vem a controvérsia? Bom, os visitantes dizem que os tigres são na verdade dopados , sofrem maus tratos e alguns filhotes são vendidos para mercadores de especiarias (partes do tigre valem muito no mercado negro). Não sei se isso é verdade, mas nada até hoje foi provado, além de que todos que trabalharam ali (muita gente de fora inclusive) atesta que não é dado nada para eles e que são treinados desde filhotes para se comportar, além que de tigres são naturalmente letárgicos a maior parte do dia.

    Uma curiosidade é que não é permitido corres berrantes ou mulheres com camisas sem mangas ou pernas a mostra, a pessoa que nos vendeu o pacote dizia para Maíra que os tigres não gostavam de coisas sexy (too sexy! Tiger don't like sexy!Too sexy!). No final achamos melhor obedecer e não atiçar os tigres pouco safadinhos.

    Não sei se o que falam é verdade, mas ver os tigres acorrentados ao chão dá uma certa tristeza. Tiramos várias fotos e alguns deles estavam acordados sim, mas não somente um estava levantado e ativo (nada de fotos com esse!). Ficamos sem ter uma opinião sobre o assunto de eles estarem dopados, mas em defesa dos monges que cuidam deles, o André é letárgico e dorme a maior parte do dia, mas não toma drogas.







   

Nenhum comentário:

Postar um comentário