Esse foi nosso último
dia inteiro em Bangkok e o dia foi bem cheio, mas paradoxalmente
passamos a maioria dele dormindo e babando em um carro.
Fechamos três
passeios para o mesmo dia, o mercado flutuante de Damnoen Saduak, a
ponte do rio Kwai e o templo do tigres. O problema aqui é que todas
essas atrações ficam bem afastadas de Bangkok (mais de 100k da
cidade e não ficam perto uma das outras), o que nos fez recuperar o
sono perdido e ter fortes torcicolos.
A primeira parada
foi o mercado flutuante, que tem esse nome não por variar muito suas
taxas cambiais, mais simplesmente por ser um mercado que flutua
(duh!). As lojinhas se encontram dentro do rio e é preciso pagar um
barco para nos levar através do mercado, onde somos literalmente
pescados pelos mercadores, que usam um gancho enorme para fisgar
nosso barco e nos oferecer bugigangas locais.
As mercadorias são
muitas, como comidas exóticas e com aparência assustadoras, comidas
não tão exóticas e com aparência assustadoras, comidas comuns com
aparência assustadoras, lembrancinhas diversas, roupas, temperos,
unguentos e tudo mais. O engraçado é que lemos em todos os lugares
da Tailândia (até no aeroporto) que comprar réplicas de buda como
lembrança é crime (buda seria para adoração e não lembrancinha
para o André), mas elas são vendidas em todos os lugares.
Outra característica
muito interessante e que eu acho a maior atração do lugar, é a
pechincha. Sempre que você pergunta pelo preço de algo, eles te dão
uma valor estratosférico e te passam uma máquina calculadora para
fazer uma oferta. No final não importa o quão baixo você ofereça,
eles acabam topando. Eu comprei uma miniatura de elefante em pedra
que ofertavam por 400 Baht (45 reais), por 150 Baht (20 reais), já o
André comprou um imã por 100 Baht (11 reais) quando ofereciam 450
(50 reais), sendo que a Maíra comprou o mesmo imã um pouco depois
por 50 Baht (6 reais).
Vale pelo passeio e
as canoas devem ser feitas de material muito bom, já que aguentaram
o sobrepeso do André. Falando em André, ele como sempre aprontou
das suas e quando foi sair do barco deixou cair seus preciosos óculos
escuro modelo feminino que ele tinha pago uns 500 dólares. Estava
demorando para termos a primeira migalha de pão do André na viagem.
| Fazemos qualquer negócio. |
Depois de mais um
bom tempo de soneca no carro fomos almoçar e para nosso terror, a
comida foi idêntica ao dia anterior, só que com menos quantidade.
Basicamente comemos arroz puro e um pouco de ovo. Acho que essa pode
ser a primeira viagem que vamos ver o André perder algum peso.
A próxima atração
era a ponte do rio Kwai que foi imortalizada no premiado filme de
mesmo nome. Essa ponte fica na fronteira de Myanmar e foi construída
durante a segunda guerra em grande parte por prisioneiros de guerra,
sendo que estimam-se que 16 mil destes tenham morrido em sua
construção. Conta-se que ao final da guerra, os bombardeiros
aliados chegaram para destruir a ponte e os japoneses colocaram
vários prisioneiros acenando em cima da ponte para fazê-los
desistir, o que não aconteceu e a ponte foi explodida e todos
mortos. Tantos foram os cadáveres que a água ficou turva e pútrida
por muito tempo.
Não existe muito
para ver lá, só um pequeno museu e tirar umas fotos da ponte. O
André começou a ler alguns dos relatos do museu, mas depois que
soube que tinha um filme que contava isso, decidiu que seria mais
interessante aprender comendo pipoca.
A terceira atração
é o controverso templo do tigres, onde é possível tirar fotos com
tigres adultos. De onde vem a controvérsia? Bom, os visitantes dizem
que os tigres são na verdade dopados , sofrem maus tratos e alguns
filhotes são vendidos para mercadores de especiarias (partes do
tigre valem muito no mercado negro). Não sei se isso é verdade, mas
nada até hoje foi provado, além de que todos que trabalharam ali
(muita gente de fora inclusive) atesta que não é dado nada para
eles e que são treinados desde filhotes para se comportar, além que
de tigres são naturalmente letárgicos a maior parte do dia.
Uma curiosidade é
que não é permitido corres berrantes ou mulheres com camisas sem
mangas ou pernas a mostra, a pessoa que nos vendeu o pacote dizia
para Maíra que os tigres não gostavam de coisas sexy (too sexy!
Tiger don't like sexy!Too sexy!). No final achamos melhor obedecer e
não atiçar os tigres pouco safadinhos.
Não sei se o que
falam é verdade, mas ver os tigres acorrentados ao chão dá uma
certa tristeza. Tiramos várias fotos e alguns deles estavam
acordados sim, mas não somente um estava levantado e ativo (nada de
fotos com esse!). Ficamos sem ter uma opinião sobre o assunto de
eles estarem dopados, mas em defesa dos monges que cuidam deles, o
André é letárgico e dorme a maior parte do dia, mas não toma
drogas.
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