Nosso penúltimo dia no
Camboja, mas na verdade podemos considerar como o último, pois
partiremos no começo da tarde do dia seguinte e não vamos ter a
oportunidade de fazer nada nesse próximo dia. Na verdade esse não
fazer nada é ficar aproveitando o hotel de cinco estrelas que o
André reservou, ficando na piscina, fazendo massagem e engordando
freneticamente. Vou ver se escapo disso montando uma barraca de
lençóis dentro do quarto, acendendo um fogo com toalhas e fingindo
que sou um mochileiro de verdade acampando para ver se consigo
preservar um pouco de dignidade.
A programação
desse dia continua sendo Angkor, mas dessa vez vamos ver alguns
templos menores no entorno que para ser sincero não são tão
impressionantes como os anteriores, mas todos possuem sua história,
importância e peculiaridades, sendo que muitos deles foram
restaurados por equipes internacionais e é possível encontrar fotos
do antes e depois em algumas localidades. Os templos visitados serão
Prasat Pre Roup, Prasat Ta Som, Prasat Preah Neak Pean, Banteay Srei
e Banteary Samré.
Uma observação é
que o calor aqui no Camboja é escaldante, assim como a umidade, o
que nos faz suar muito e cada sombra é muito bem vinda, mas dou os
parabéns para o cambojanos, pois são mesmo um povo muito guerreiro
já que para não se assustar com o fedor emanado pela transpiração
excessiva do André e ainda se aproximar o suficiente para tentar
vender bugigangas, é algo digno das mais altas honrarias e todos
deviam ir instantaneamente para o Nirvana budista (local de
iluminação eterna onde não existe mais sofrimento, o que implica
em um lugar sem o André).
Prasta Pre Roup é
um templo funeral dedicado a Shiva e construído no século X pelo
Rei Rajendravarman. Como a maioria, é um templo hinduísta, com suas
cinco torres e representação do universo. Homenageava com estátuas
em suas torres, Lakshmi, Uma, Vishnu e Shiva, mas elas não mais
existem por lá.
Prasat Ta Som é
outro dos templos construído pelo nosso pop star (pelo menos o meu,
ele parece ter contruído MUITA coisa) Rei Jayavarman VII e este é
dedicado a seu pai Draranindravarman II (eita, espero muito que ele
tenha tido um apelido). É bem pequeno e também foi tomado por
árvores gigantes.
Prasat Phreah Neak
Pean é bem bonito e mais uma vez é um templo construído pelo pop
star e herói nas horas vagas (até o nome parece de super-herói),
Jayavarman VII! Foi feito para cuidar dos enfermos (que eram trazidos
para lá de barco), lá eram plantadas ervas medicinais e deixavam-se
habitar alguns sábios ermitões (o guia os chamou assim pelo menos),
que tinham o conhecimento de qual plantas usar. É uma pequena ilha
artificial com um templo budista na sua piscina central. A piscina é
cheia de esculturas repletas de significados e dizem que representa
Anavatapta, um lago do himalaia que dizem curar doenças.
Banteay Srei e
Banteary Samré são templos parecidos e feitos do mesmo material,
sendo que ambos também são hinduístas. A característica marcante
deles é que o material de que foram construídos (pedra de areia
vermelha) difere dos outros e conservou as gravuras na pedra muito
melhor do que seus irmão. As decorações são muito bem feitas e
valem a pena ser vistas.
No final de tudo,
chegamos no hotel e fomos recebidos pelos atendentes com toalhas
molhadas geladinhas (VERGONHA!), fui dar uma corrida na esteira da
academia (VERGONHA!!), o André comeu um
engordativo hambúrguer enquanto colocava “de
boas” no facebook (VERGONHA!!!) e
depois ainda demos um mergulho na piscina (VERGONHA!!!!).
Aproveitamos o final
do dia e demos uma passeada a pé pelas ruas do Camboja, conhecendo o
famoso Night Market que vende muitas lembrancinhas, ou vendia já que
o André comprou todas e quase ganhou uma estátua ao lado da de Buda
aqui na praça.
| Nosso time e o tuk tuk. |
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