sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Dia 7 – Camboja – Siem Riep – Último dia em Angkor e no hotel da vergonha

   Nosso penúltimo dia no Camboja, mas na verdade podemos considerar como o último, pois partiremos no começo da tarde do dia seguinte e não vamos ter a oportunidade de fazer nada nesse próximo dia. Na verdade esse não fazer nada é ficar aproveitando o hotel de cinco estrelas que o André reservou, ficando na piscina, fazendo massagem e engordando freneticamente. Vou ver se escapo disso montando uma barraca de lençóis dentro do quarto, acendendo um fogo com toalhas e fingindo que sou um mochileiro de verdade acampando para ver se consigo preservar um pouco de dignidade.

    A programação desse dia continua sendo Angkor, mas dessa vez vamos ver alguns templos menores no entorno que para ser sincero não são tão impressionantes como os anteriores, mas todos possuem sua história, importância e peculiaridades, sendo que muitos deles foram restaurados por equipes internacionais e é possível encontrar fotos do antes e depois em algumas localidades. Os templos visitados serão Prasat Pre Roup, Prasat Ta Som, Prasat Preah Neak Pean, Banteay Srei e Banteary Samré.

    Uma observação é que o calor aqui no Camboja é escaldante, assim como a umidade, o que nos faz suar muito e cada sombra é muito bem vinda, mas dou os parabéns para o cambojanos, pois são mesmo um povo muito guerreiro já que para não se assustar com o fedor emanado pela transpiração excessiva do André e ainda se aproximar o suficiente para tentar vender bugigangas, é algo digno das mais altas honrarias e todos deviam ir instantaneamente para o Nirvana budista (local de iluminação eterna onde não existe mais sofrimento, o que implica em um lugar sem o André).

    Prasta Pre Roup é um templo funeral dedicado a Shiva e construído no século X pelo Rei Rajendravarman. Como a maioria, é um templo hinduísta, com suas cinco torres e representação do universo. Homenageava com estátuas em suas torres, Lakshmi, Uma, Vishnu e Shiva, mas elas não mais existem por lá.






Prasat Ta Som é outro dos templos construído pelo nosso pop star (pelo menos o meu, ele parece ter contruído MUITA coisa) Rei Jayavarman VII e este é dedicado a seu pai Draranindravarman II (eita, espero muito que ele tenha tido um apelido). É bem pequeno e também foi tomado por árvores gigantes.






Prasat Phreah Neak Pean é bem bonito e mais uma vez é um templo construído pelo pop star e herói nas horas vagas (até o nome parece de super-herói), Jayavarman VII! Foi feito para cuidar dos enfermos (que eram trazidos para lá de barco), lá eram plantadas ervas medicinais e deixavam-se habitar alguns sábios ermitões (o guia os chamou assim pelo menos), que tinham o conhecimento de qual plantas usar. É uma pequena ilha artificial com um templo budista na sua piscina central. A piscina é cheia de esculturas repletas de significados e dizem que representa Anavatapta, um lago do himalaia que dizem curar doenças. 





Banteay Srei e Banteary Samré são templos parecidos e feitos do mesmo material, sendo que ambos também são hinduístas. A característica marcante deles é que o material de que foram construídos (pedra de areia vermelha) difere dos outros e conservou as gravuras na pedra muito melhor do que seus irmão. As decorações são muito bem feitas e valem a pena ser vistas.













No final de tudo, chegamos no hotel e fomos recebidos pelos atendentes com toalhas molhadas geladinhas (VERGONHA!), fui dar uma corrida na esteira da academia (VERGONHA!!), o And comeu um engordativo hambúrguer enquanto colocava “de boas” no facebook (VERGONHA!!!) e depois ainda demos um mergulho na piscina (VERGONHA!!!!).

Aproveitamos o final do dia e demos uma passeada a pé pelas ruas do Camboja, conhecendo o famoso Night Market que vende muitas lembrancinhas, ou vendia já que o André comprou todas e quase ganhou uma estátua ao lado da de Buda aqui na praça.

Nosso time e o tuk tuk.












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