domingo, 25 de outubro de 2015

Dia 2 – Tailândia – Bangkok – Muita pimenta e pouco inglês

    A rápida passagem por Amsterdã não pode ser considerada uma viagem no sentido literal, mas fumamos tanta maconha indiretamente que acho que podemos considerá-la uma “viagem” em um sentido mais abstrato. De qualquer forma é hora de começarmos nossa passagem pela Ásia. Pobre Ásia!

    Após mais umas dez longas horas de avião, chegamos a Bangkok que é a capital da Tailândia e seu centro mais populoso. A moeda aqui é o Baht, que vale aproximadamente 1/9 do Real e 1/35 do dólar, mas o grande “problema” daqui é que a língua falada é o Tailandês, que é algo completamente diferente de tudo que já tínhamos ouvido e a caligrafia deles também é bem única, o que faz com que não consigamos nem ler uma simples placa de rua.

    Se alguém já pensou em viajar para a Tailândia, deve ter ouvido de algum “entendido” do assunto que é possível se virar facilmente com o inglês e que todos aqui falam a língua. Bom, tenho más notícias mas isso é uma grande mentira! Poucos aqui falam inglês e para ter uma ideia do nível dos que falam, basta dizer que o André comparado com eles é quase um bacharel em linguá inglesa! A maioria das pessoas que lida com turistas acaba decorando uma ou duas palavras e as usa frequentemente, sendo sempre monossilábicos na resposta. Um exemplo é que quando fazemos qualquer pergunta a qualquer pessoa, essa geralmente ri e fala “yes” e depois continua fazendo o que já estava fazendo sem realmente nos entender.

    Pelo menos digo que é divertido ver o André (tentar) se comunicar com eles. Geralmente o André começa imitando o seu tradicional elefante, depois rola um pouco no chão e imita o que parecem ser posições sexuais aprendidas nas ruas de Amsterdã e por fim recebe um “yes” e sai satisfeito com a “comunicação”.

    Aliás, o André insistiu muito para que essa viagem acontecesse, pois ele parece ter um grande interesse na Tailândia, já que aqui é um dos lugares mais procurados do mundo para se fazer operações de mudança de sexo, além de que ele me contou que 95% da população parece adotar uma religião que ele acha que se chama buNdismo. Não contei que ele estava enganado sobre essa segunda parte(apenas a segunda), mas devo dizer que o André parece que encontrou a sua vocação religiosa.

    Chegamos pelo final da manhã na cidade, mas caímos em uma pegadinha e tivemos que sair da fila da imigração para conseguir uma autorização médica para entrar no país. Felizmente eles só pediram a vacina de febre amarela (que ao contrário da viagem na Austrália, o André não perdeu dessa vez) e não fez nenhum exame psicológico/psicotécnico com o André ou comigo, o que nos possibilitou entrar tranquilamente no país.

    Trocamos um pouco de dinheiro e fomos de táxi até o hostel. O taxista fez como todos os outros, olhou para o endereço, fez cara de quem estava perdido, pensou um bom tempo e depois lembrou como chegar lá (e o endereço era relativamente simples), isso sem contar que abanava a cabeça afirmativamente sempre que perguntávamos algo, o que deixou o André feliz por estar achando que a comunicação estava sendo bem sucedida.

    Depois de acomodados no hostel Chern onde os atendentes falavam um inglês bem melhor (quase passável), fomos até a Khao San Road, que é a rua onde os mochileiros costumam ir. Lá tem gente vendendo de tudo, especialmente ternos (não me pergunte a razão!) que tentam nos empurrar o tempo todo e guloseimas como escorpiões no palitinho. Eu soube que eles não comem isso e fazem só para turistas, provavelmente devem até rir do corajoso que prova a “iguaria”, mas acredito também que os vendedores de ternos devem se comportar igual, já que só um louco iria vestir um terno em um clima como o deste lugar, que se aproxima muito com o que imagino que seja o inferno, mas um pouco mais quente e úmido. Aproveitamos a passagem na rua para fechar os passeios dos dias seguintes e o que ficou para aquele fim de dia foi o River Cruise.

    Uma dica importante é sempre pechinchar tudo por aqui que sempre se consegue um desconto, no nosso caso específico o André ele começa a repetir o nome da Dilma freneticamente e simular que está enxugando as lágrimas com as mãos e depois mostra o bolso vazio. Como no final conseguimos o desconto, não vou questionar o método.

    O River Cruise é um passeio de cruzeiro que passa pelo rio Chao Phraya e na frente de vários lugares famosos, como Wat Arun, Grand Palace e Wat Pha Kaew, isso tudo com um buffet incluído e música ao vivo. O passeio é muito bonito, a comida muito farta mas extremamente apimentada (com muitos frutos do mar) e a paisagem noturna muito bonita. Teria sido uma noite perfeita, mas você não pode ter algo de garbo e elegância que o André já apronta uma vergonha. Dessa vez ele derramou o drink de cortesia, que era uma espécie de groselha (sem álcool) e que suja igual groselha. Os pobres garçons nos jogaram para um mesa no “cantinho do pensamento” e bem longe das pessoas civilizadas.

André pensando na coisa feia que fez.





Decoração inusitada.


Todos rezando antes de servir o André













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