quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dia 5 – Tailândia – Bangkok –Visita aos templos de Bangkok e a vergonha dos mochileiros

    Último dia de Bangkok e como tempos que pegar uma avião para o Camboja no final do dia, só nos restou livre a parte da manhã, mas isso é mais do que suficiente para conhecer as atrações mais famosas de Bangkok, que são o Grand Palace, Wat Pho e Wat Arun.

    Do nosso hostel é possível fazer esses três passeio a pé com tranquilidade, quer dizer, isso se você não estiver com um sol forte na cabeça e um André velho e gordo para esperar. No caso do André ele alegava que precisava correr para perder um “quilinhos”, mas não podia fazê-los por causa de algumas conjunção astral desfavorável ou algo do tipo.

    Uma curiosidade é que a Tailândia é uma Monarquia constitucional sob uma junta militar, mas logo no início de nossas andanças vimos um monumento enorme que é chamado de monumento à democracia(!). Por perto também existe uma praça onde no começo do dia várias pessoas homenageiam uma foto da rainha(fotos da família real estão em TODOS os cantos) com uma canção (o hino talvez?). André logo se imaginou cantando todos os dias o hino brasileiro para louvar a Dilma e a mandioca.

    A primeira visita foi ao Grand Palace que vem com um Grand preço de entrada de 400 baht (45 reais). Um pouco atordoados, entramos para a visitação. Esse palácio na verdade é um complexo de construções que é a atração mais famosa de Bangkok.

    O palácio foi a residência oficial da família real desde 1782 (na época do antigo Sião), mas hoje em dia só é usado por eles em dias especiais, já que hoje em dia residem no Palácio de Chitralada. As construções são magníficas e é possível ver inúmeros templos onde monges rezam e estudantes passeiam. A principal atração dentro desse complexo é o Templo do Buda Esmeralda (Wat Phra Kaew), que é considerado o mais sagrado templo budista da Tailândia e contém a estátua do Buda Esmeralda que possui 66 centímetros e é feita de jade. Esta estátua sagrada possui muitas lendas, é dito que trás prosperidade para o país em que reside e de tão sagrada que só pode ser tocada pelo Rei da Tailândia.

    Para ver o Buda Esmeralda é preciso não estar usando sapatos, camisa só com manga e calças não podem ser acima do joelho (too sexy!!!). E não é possível tirar fotos, o que deixou o André arrasado, pois ele pretendia tirar seus famosos “De boa” do lado da figura sagrada, o que provavelmente causaria mais um incidente internacional para sua lista.














    A segunda parada foi Wat Pho que é mais baratinha (100 baht ou 11 reais). Também é um complexo de templos budistas, que além de uma bonita arquitetura, possui como principal atração outro Buda Reclinado que consegue ser maior do que vimos em Ayutthaya, com enormes 46 metros.











    Para a última parada pegamos uma barca para atravessar o Rio Phraya e fomos para Wat Arun que é outro belo templo budista. Aqui foi o lar do Buda Esmeralda antes de o transferirem para Wat Phra Kaew e diz-se que a luz do amanhecer reflete de uma forma incrível nessa estrutura, mas não chegamos tão cedo para conferir. Para nosso azar o templo estava em reforma e apesar da entrada barata (50 Baht ou 6 reais), tinham muitos andaimes para realmente apreciar o seu explendor.


Andaimes.




    Após vermos essas atrações, voltamos para o hostel, tomamos um banho, fomos para o aeroporto e viajamos para o Camboja onde muita humilhação nos espera.

    A razão da humilhação? Bom, admito que parte da culpa foi minha pois acabei deixando o André ficar totalmente encarregado de arranjar as estadias da viagem, tarefa que ele insistiu muito em fazer e eu não sabia a razão. O resultado disso é que a maioria das nossas habitações são hotéis e não hostels, e para piorar a situação com a desculpa de que era barato, ele reservou um hotel de cinco estrelas em Siem Reap no Camboja!!!!

    Já vi muitas coisas na vida, mas mochileiros tendo levadas suas mochilas para o quarto por vários atendentes de hotel enquanto curte um drink de tamarindo de cortesia...bom...esse foi o momento mais humilhantes da minha vida de mochileiro, mas pelo menos tenho uma piscina e banho quente para ajudar a passar a vergonha.

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