Por incrível que
pareça, acabou a parte difícil da viagem e agora vamos visitar a
parte sul da Tailândia e suas ilhas paradisíacas com mergulhos,
praias e massagens. O André mal se contém, já que ele ficou muito
estressado em ficar em hotéis cinco estrelas e como bom “mochileiro”
quer descansar um pouco comendo camarão na beira da praia.
O décimo terceiro
dia foi basicamente de viagens, saímos bem cedo de Chiang Mae,
pegamos um avião até Bangkok e de lá uma conexão até Koh Samui
que é a segunda maior ilha da Tailândia. Mas o martírio não tinha
acabado e de lá pegamos um transfer até o porto e compramos uma
passagem no barco que nos levou até nossa primeira ilha(duas horas e
meia de viagem), que é Koh Tao.
Essa ilha faz parte
do arquipélago Chumphon, tem 21km2 de área e economicamente se foca
no turismo, especialmente em mergulhos.
Essa ilha me lembrou
um pouco San Andrés (a ilha dos Andrés do blog da Colômbia), já
que tem bastante gente, ruas pequenas, muitas motos dirigindo
loucamente por todos os lados e infinitos turistas de cor pálida.
Aproveitamos o final do dia para fechar uns passeios para os dias
posteriores.
O décimo quarto dia
amanheceu, eu levantei cedo para correr e o André que havia
prometido correr também começou a balbuciar várias coisas
ininteligíveis e chorar, dando desculpas para não correr, mas tudo
que consegui entender foi “sou donzela e estou com sono”. Correr
por lá é meio esquisito, já que ninguém parece querer sair da
cama cedo e não encontrei na minha corrida nem as famigeradas motos,
apenas galinhas cacarejantes, cachorros perdidos e muita terra
molhada para sujar o tênis.
Quando voltei para o
quarto, aconteceu algo que não tínhamos previsto, o tempo virou a
começou a chover MUITO. Pelo que me contaram era época das monções
e chuvas passageiras eram normais e quase diárias, mas nesse caso a
chuva resolveu ficar por ali mesmo.
Acabamos remarcando
o passeio para outro dia e ficamos esperando a chuva passar, mas
somente às duas da tarde ela deu uma trégua e como tínhamos pouco
tempo resolvemos apenas conhecer o mirante de John Suwan e a praia
que fica do lado (Freedom Beach).
O táxi para lá foi
meio salgado (400 baht ou 45 reais), já que não é tão longe
assim. O mirante fica no extremo sul e oferece o que dizem ser a
melhor vista da ilha e é onde podemos ver as baías de Chalok Baan
Ka e Thian Og. Para chegar lá tem que pagar 50 baht de entrada(6
reais) e fazer uma trilha para atingir o topo. Essa trilha até o
topo empolgou o André que prontamente começou a gritar enquanto
corria para cima:
- Só o cume
interessa!
A trilha em si é
meio decepcionante, pois são só uns 10 minutinhos de subida, mas
pelo menos a vista é realmente espetacular e foi o que valeu para
mim o dia. Já Freedom Beach é uma praia pequena e bem deserta
(deviam ter umas 3 pessoas nela), mas não tem muita para ser ver.
Fizemos um pouco de snorkel por lá, mas não vimos nada de
interesse. A única vantagem era a água quente e que misteriosamente
ficava mais quente ainda quando se estava perto do André e ele fazia
aquela cara de alívio.
No final de um dia
um pouco decepcionante, o André cismou de fazer umas massagens
tailandesas “especiais”. Ele dizia estar atrás de uma ex(r)ótica
massagem de três mão, onde o musculoso massagista apoiaria as duas
mão nos seus ombros e massagearia suas costas e partes “adjacentes”
com uma terceira mão “mágica”.
No final ele não
conseguiu achar essa massagem e optou por uma massagem de “leite”
(!?!). Parece que os musculosos massagistas cobriram o corpo dele com
leite e aplicaram uma massagem no corpo inteiro, mas o mais estranho
foi que ele relatou que foi massageado literalmente no corpo inteiro,
ganhando inclusive uma massagem peniana (!!!!!!!). Segundo as
palavras do próprio:
- Ele joga para lá,
depois para cá e depois para lá de novo, mas não vi maldade.
Com maldade ou sem
maldade, passarei longe dessa casa de massagem.
| Um amiguinho estava no mirante. |
| Freedom Beach |
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