domingo, 8 de novembro de 2015

Dias 16 e 17 – Tailândia – Koh Tao – Vida boa, mergulhos e passando mal

    Já começo aqui pedindo desculpas para quem lê esses relatos, mas esse roteiro de praias paradisíacas que o André montou não deixa muito espaço para grandes emoções. Afinal, como relatar de forma interessante o fato de passarmos o dia comendo, mergulhando e passeando nas praias? Ficar tomando sol e engordando é um tipo de “mochilão” bem estranho.

    O décimo sexto dia foi dia de mergulho e fechamos com a roctopus, que é filiada a SSI(certificadores de mergulho), o que faz com que muitas vezes o nome apareça roctopussi, soando meio esquisito(piada para quem sabe inglês). Fechamos dois mergulhos com cilindro, e como a Maíra não tem a certificação, um guia nos acompanharia durante o mergulho. Dois mergulhos saíram 1800 baht por pessoa(uns 200 reais).

    O nosso guia era um australiano com cara de surfista gente boa (como todos os australianos) que se chamava Alex. Ele nos contou que todo ano fica três meses na Austrália trabalhando e juntando dinheiro e depois passa oito meses em Koh Tao mergulhando, bebendo e festejando. Obviamente ele faz isso porque ganha em dólares australianos e nós pobres brasileiros temos de nos contentar com nosso mês de férias mesmo.

    Normalmente o André se encarrega das vergonhas da viagem, mas nesse dia admito que fui eu. Eu normalmente enjoo fácil e por isso costumo tomar um remédio antes de mergulhar, mas nesse dia eu confiei na minha macheza infinita e me dei mal. Passei muito mal após o primeiro mergulho, a ponto de ter calafrios, tremedeira na mão, perda de sentido no braço esquerdo e quase apaguei umas duas vezes. Vergonhosamente não consegui fazer o segundo mergulho, que justamente era o mais legal e com mais vida marinha.

    Para essa viagem eu comprei(do verbo gastar muito dinheiro) uma GoPro para tirar fotos submarinas, mas admito que estou fazendo feio com a câmera. Ela tem uma lente meio “olho de peixe” e as fotos de perto ficam esquisitas e como a água é meio turva e esse tipo de máquina não tem zoom e nem visor para ver como as fotos ficam, a maioria das fotos ficou esquisita. Isso é uma pena pois pelos meus cálculos, para recuperar o que gastei nessa câmera, vou ter de tirar umas três bilhões de fotos boas.











    O décimo sétimo dia foi o dia do snorkel. Fizemos um pacote com um navio que nos leva em cinco pontos ao redor da ilha, e isso nos saiu 650 baht(70 reais). Como íamos ficar o dia inteiro no barco e eu estava com medo de uma repetição do que aconteceu no dia anterior, dei uma ajuda a minha macheza infinita e tomei um remédio para enjoo antes e felizmente tudo correu bem.

    Os pontos de snorkel tem muitos corais e peixes, mas não conseguimos ver os tubarões e tartarugas que dizem ter por ali, o que foi uma pena. A parte mais interessante foi que em uma das paradas, quando já estávamos voltando para o barco, apareceu um cardume de águas vivas que ficou entre nós e o barco! Vários turistas sofreram algumas queimaduras, mas o André nos salvou, já que no desespero começou a usar as mulheres e crianças mais próximas para afastar as águas vivas e abrir caminho até o barco. No final eu já estava com medo do oceano ter mudado de salgado para doce por causa dos rios de lágrimas derramadas por ele.













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