terça-feira, 17 de novembro de 2015

Dias 25 e 26 – Amsterdã – Lembrando como se sente frio

   Como o nome do blog diz, a viagem deveria ter acabado dia 25, mas como tínhamos adiado a volta em dois dias, o blog ganha dias de bônus! O problema é que no nosso caso isso também implica em gastos extras e agora nada mais de baht, a coisa ficou séria!Os gastos são em euros!

    Para ajudar mais ainda, estamos saindo de temperaturas altíssimas para o inverno europeu e como não viemos preparados para isso, o número de casacos é limitado. Para piorar mais um pouco o André anda muito marcado pelo templo que ele achou na ilha de Krabi (relato anterior) e agora que se converteu para essa nova “religião”, tem a obrigação de rezar todos os dias se prostrando de quatro na direção geográfica do templo de Krabi. Sem dinheiro, casacos e com o André se portando dessa maneira, enfrentar Amsterdã pode se tornar um desafio maior do que o resto da viagem. Se bem que qualquer coisa é mais desafiadora do que ficar tomando banho de praia e dormindo em hotéis cheios de constelações de estrelas.

    Ficamos no Bycycle Hotel, que é bom mas não se compara aos outros que já estivemos. Só o fato de termos que subir quatro lances de escadas para chegar no nosso quarto já representa um desafio maior do que toda nossa viagem.

    O vigésimo quinto dia foi só de viagens, pegando um avião para Amsterdã e chegando lá no fim do dia, onde descobrimos que aqui tudo fecha mais cedo às segundas! Provavelmente cansados e de ressaca, os nossos amigos vida lokas usam segunda para dar uma descansadinha. Cada vez gosto mais desse lugar!

    O vigésimo sexto dia foi gasto passeando por Amsterdã e visitando a Casa de Anne Frank e o Museu de Van Gogh.

    Algo que descobrimos é que não se deve pegar táxi em Amsterdã, já que queriam nos cobrar 50 euros por uma corrida de 10 minutos (uns 220 reais). Muito mais jogo é pegar o passe do transporte público de lá (tram), onde pagamos 12 euros (uns 50 reais) por um passe de dois dias (quantas passagens quiser por dois dias). Dessa forma pudemos ver as atrações da cidade com tranquilidade.

    A Casa de Anne Frank é uma das atracões mais populares de Amsterdã. Para quem não conhece, vale a pena estudar um pouco sobre a história de Anne Frank (existem filmes para os mais preguiçosos), pois é um grande relato de quanto se sofreu na segunda guerra. Anne Frank foi uma criança que junto com sua família (judia de origem alemã) se refugiou em Amsterdã para escapar do nazismo, mas depois que todo o país se rendeu à Hitler, se escondeu junto com o resto da família nos fundos da casa do pai que servia como fábrica. Por dois anos eles se esconderam e sofreram juntos nesse minúsculo espaço, mas já nos últimos anos da guerra, foram descobertos e levados para campos de concentração, onde todos morreram com exceção do pai. Após a morte, o diário que a filha(Anne Frank) escrevia enquanto estava escondida, foi entregue ao pai que o publicou, virando um dos livros mais lidos do mundo.

    A casa é a residência onde funcionava a fábrica da família e onde eles se esconderam. Vale bastante a visita, e as passagens do diário e relatos são comoventes.

Casa de Anne Frank.


    Já o Museu Van Gogh é outra atração imperdível da cidade e é dedicado aos trabalhos de Van Gogh, bem como vários de seus contemporâneos, como vários trabalhos de Edvard Munch (famoso por muitos quadros, como “O Grito”). Fica na praça dos museus e vale muito a visita.

Museu de Van Gogh.


O que essas duas atrações tinham em comum? Ambas não permitiam tirar fotos, o que causou muita revolta no André que como sempre queria fazer seus famosos “de boa”, mas teve de se contentar apenas com as fachadas do prédio para uns “de mais ou menos e com frio”.




Mercado das flores.





   

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