Como o
nome do blog diz, a viagem deveria ter acabado dia 25, mas como
tínhamos adiado a volta em dois dias, o blog ganha dias de bônus! O
problema é que no nosso caso isso também implica em gastos extras e
agora nada mais de baht, a coisa ficou séria!Os gastos são em
euros!
Para
ajudar mais ainda, estamos saindo de temperaturas altíssimas para o
inverno europeu e como não viemos preparados para isso, o número de
casacos é limitado. Para piorar mais um pouco o André anda muito
marcado pelo templo que ele achou na ilha de Krabi (relato anterior)
e agora que se converteu para essa nova “religião”, tem a
obrigação de rezar todos os dias se prostrando de quatro na direção
geográfica do templo de Krabi. Sem dinheiro, casacos e com o André
se portando dessa maneira, enfrentar Amsterdã pode se tornar um
desafio maior do que o resto da viagem. Se bem que qualquer coisa é
mais desafiadora do que ficar tomando banho de praia e dormindo em
hotéis cheios de constelações de estrelas.
Ficamos
no Bycycle Hotel, que é bom mas não se compara aos outros que já
estivemos. Só o fato de termos que subir quatro lances de escadas
para chegar no nosso quarto já representa um desafio maior do que
toda nossa viagem.
O
vigésimo quinto dia foi só de viagens, pegando um avião para
Amsterdã e chegando lá no fim do dia, onde descobrimos que aqui
tudo fecha mais cedo às segundas! Provavelmente cansados e de
ressaca, os nossos amigos vida lokas usam segunda para dar uma
descansadinha. Cada vez gosto mais desse lugar!
O
vigésimo sexto dia foi gasto passeando por Amsterdã e visitando a
Casa de Anne Frank e o Museu de Van Gogh.
Algo
que descobrimos é que não se deve pegar táxi em Amsterdã, já que
queriam nos cobrar 50 euros por uma corrida de 10 minutos (uns 220
reais). Muito mais jogo é pegar o passe do transporte público de lá
(tram), onde pagamos 12 euros (uns 50 reais) por um passe de dois
dias (quantas passagens quiser por dois dias). Dessa forma pudemos
ver as atrações da cidade com tranquilidade.
A Casa
de Anne Frank é uma das atracões mais populares de Amsterdã. Para
quem não conhece, vale a pena estudar um pouco sobre a história de
Anne Frank (existem filmes para os mais preguiçosos), pois é um
grande relato de quanto se sofreu na segunda guerra. Anne Frank foi
uma criança que junto com sua família (judia de origem alemã) se
refugiou em Amsterdã para escapar do nazismo, mas depois que todo o
país se rendeu à Hitler, se escondeu junto com o resto da família
nos fundos da casa do pai que servia como fábrica. Por dois anos
eles se esconderam e sofreram juntos nesse minúsculo espaço, mas já
nos últimos anos da guerra, foram descobertos e levados para campos
de concentração, onde todos morreram com exceção do pai. Após a
morte, o diário que a filha(Anne Frank) escrevia enquanto estava
escondida, foi entregue ao pai que o publicou, virando um dos livros
mais lidos do mundo.
A casa
é a residência onde funcionava a fábrica da família e onde eles
se esconderam. Vale bastante a visita, e as passagens do diário e
relatos são comoventes.
| Casa de Anne Frank. |
Já o
Museu Van Gogh é outra atração imperdível da cidade e é dedicado
aos trabalhos de Van Gogh, bem como vários de seus contemporâneos,
como vários trabalhos de Edvard Munch (famoso por muitos quadros,
como “O Grito”). Fica na praça dos museus e vale muito a visita.
| Museu de Van Gogh. |
O que
essas duas atrações tinham em comum? Ambas não permitiam tirar
fotos, o que causou muita revolta no André que como sempre queria
fazer seus famosos “de boa”, mas teve de se contentar apenas com
as fachadas do prédio para uns “de mais ou menos e com frio”.
| Mercado das flores. |
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