Hoje é dia de
elefantes, muitos elefantes. Fechamos um passei de um dia inteiro com
o Woody Elephant House por 2.400 baht (uns 250 reais), onde
aprenderíamos a montar um elefante, daríamos banho e trataríamos
dos nossos futuros mais novos e gordos amigos.
O passeio é
espetacular, primeiramente eles nos ensinam os comandos que os
elefantes teoricamente entendem. Os comandos são os seguintes:
Yokaa (levanta a
perna), Suum (mais alta essa perna), Haun (pare), Guwaa (direita),
Sae (esquerda), Paii(vai), Toi (para trás), Bonsun (possa para um
“de boa”), Bauu (devagar e Diiii(bom menino(a)).
O engraçado que ele
usou o André para demonstrar esses comandos, provavelmente devido a
semelhança de peso entre eles. Toda vez que o André fazia algo
certo, ganhava um cafuné na cabeça e o treinador fazia Diiiiii. Só
por adestrar o André, o passeio já valeu a pena.
Ficamos um tempo
treinando os comandos nos elefantes, fazendo eles andarem para frente
e para trás e depois escolhemos um para dar um passeio e
posteriormente um banho no rio. O meu escolhido foi o Bayo, um
elefante alto, mas cego do olho direito (um bambu que ele comia furou
o seu olho). O interessante foi que vários turistas escolheram o
André, o que o deixou muito orgulhoso.
Os elefantes eram
bem tranquilos, mas sempre deve-se tomar cuidado devido ao tamanho
deles, mesmo sem querer eles podem te machucar. O passeio pelo parque
foi bem agitado, já que tem muito sobe e desce e os elefantes
cismavam de parar para fazer um rápido “lanchinho” na vegetação
mais próxima. Na verdade acho que eles nem prestam muita atenção
nos nossos comandos e simplesmente já sabem o que fazer.
Quando tudo parece
calmo, vem a parte mais interessante do passeio que é quando
cruzamos um rio montados nos elefantes. Muitas vezes eles submergiam
por completo e o banho era garantido. Após isso paramos no meio de
um rio, demos banho e esfregamos os nossos obesos amiguinhos (não o
André). Era divertido ver os guias mandando os elefantes jorrarem
água nos turistas e como eles eram tranquilos.
Gostei muito do
passeio e dos elefantes, mas é preciso relatar aqui que eles são
verdadeiras máquinas de comer e defecar. Eles sempre pareciam estar
fazendo uma ou outra dessas duas tarefas, o que para nosso azar os
fez ainda mais parecidos com o André! No final foi bem difícil
conseguir levar o André de volta, pois os guias insistiam em dizer
que ele era um dos elefantes da fazenda.
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