O plano do dia era
ousado, iríamos para uma aventura de dois dias nas montanhas,
andando de elefantes, fazendo caminhadas extremamente másculas,
rafting sentado no bambu, banhos de cachoeiras, visitando as mulheres
girafa e dormindo no mato.
O problema com esse
plano é que dormir no mato possui certas complicações na
Tailândia, imaginem dormir em um calor de mais de 30 graus em uma
área infestada de mosquitos e sem qualquer conforto. Provavelmente
entraríamos em um loop infinito nos cobrindo para proteger dos
mosquitos e depois descobrindo por causa do calor. Lembro aqui que o
André basicamente só reservou hotéis de luxo para essa viagem, e
sair desse conforto para dormir ao relento seria um pouco demais para
o pobre “mochileiro”.
Por sorte existia
uma passeio que fazia tudo isso, mas tirava a parte do dormir ao
relento e foi nesse que optamos ir.
Fomos com um grupo
de peruanos que moravam em Miami (ganham em dólar os sortudos), uma
americana e um alemão. Após visitar um orquidário e uma criadouro
de borboletas, fomo para o primeiro passeio que era conhecer uma
tribo de mulheres girafas, que são geralmente refugiados do Vietnã
ou Myanmar e que possuem a secular tradição de alongar o pescoço
das mulheres com argolas de ferro. Não se sabe direito com isso se
iniciou, alguns dizem que é um padrão de beleza, outros que é
usado para se proteger de mordidas de tigre(como??). Geralmente as
crianças começam a colocar as argolas aos 5 anos e aos 10 decidem
se querem continuar com isso para o resto da vida.
Três curiosidades
valem ser mencionadas, a primeira é que existe uma lenda urbana que
diz que caso elas tirem as argolas, o pescoço quebraria por não
aguentar o peso, mas isso é mentira, pois segundo o guia a única
tarefa que elas não conseguem fazer é nadar por não conseguirem
fazer direito esse movimento de virar o pescoço rapidamente. A
segunda curiosidade é que o pescoço não cresce, as argolas acabam
afundando a caixa toráxica e dá a impressão de um pescoço maior
(deve doer!). A terceira causou grande revolta no André, pois ele
descobriu que apenas mulheres podem usar esses anéis, só que ele
estava curiosíssimo para saber onde os homens colocavam as argolas e
o que eles alongavam! Logo depois de ter o seu sonho destruído, o
André começou a perguntar sobre a tribo dos homens elefantes.
A segundo passeio
foi andar de elefantes, o que é bem legal e bem tranquilo. Esses
elefantes são bem mansos e muitos foram comprados de campos que os
usavam como mão de obra nas lavouras e por isso carregam consigo
muitas cicatrizes. Fiquei apenas com pena do elefante que teve de
carregar o André, o coitado se assustou e tentou fugir, mas acabou
tendo de carregar cambaleante o outro exemplar de sua espécie. No
final é possível tirar umas fotos e dar uns abraços nos elefantes.
Uma curiosidade
desse passeio foi que no meio dele apareceram uma matilha de
cachorros e começou a querer atacar meu elefante, uma trombada
depois e todos estavam correndo por suas vidas.
| Sem noção de perigo. |
O terceiro passeio
foi o rafting e o bambu rafting. O instrutor falou que era nível
três, mas parecia bem mais tranquilo, o maior problema era que
ficávamos encalhados em bancos de areia e pedras a todo momento.
Depois de um tempo notamos um padrão de que o barco sempre encalhava
do lado em que o André estava e para soltar, passamos a pedir para
ele mudar de lado. O bambu rafting é na verdade só uns 200 metros
de rio que descemos em uma balsa de bambu na qual nem remávamos,
ficávamos apenas vendo o guia remar, o que foi bom pois pensei que o
André poderia não querer devolver o bambu.
Depois tivemos um
almoço onde a comida veio embalada em uma folha de bananeira, o que
nos causou certa apreensão, mas no final era só macarrão(ufa).
O último passeio
foi uma trilha de 45 minutos que fizemos de chinelo até chegar a uma
cachoeira, onde tomamos um banho e voltamos pela mesma trilha até a
van que nos levaria de volta para o Hotel.
No geral o passeio
foi divertido e não muito difícil eu daria um grau de dificuldade
para ele de “Mariposa esvoaçante pousando em um lírio dourado de
plástico para beber água adocicada”.
| Ah, meu Deus, o que será? |
| Ufa, macarrão. |
Miojo na folha de bananeira? Isso não tem como dar errado!
ResponderExcluirEstamos em um lugar em que no café da manhã tem porco com arroz grudado. Miojo está bom demais!
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