segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia 11 – Tailândia – Chiang Mai – Elefantes, rafting sentado no bambu e trilhas

    O plano do dia era ousado, iríamos para uma aventura de dois dias nas montanhas, andando de elefantes, fazendo caminhadas extremamente másculas, rafting sentado no bambu, banhos de cachoeiras, visitando as mulheres girafa e dormindo no mato.

    O problema com esse plano é que dormir no mato possui certas complicações na Tailândia, imaginem dormir em um calor de mais de 30 graus em uma área infestada de mosquitos e sem qualquer conforto. Provavelmente entraríamos em um loop infinito nos cobrindo para proteger dos mosquitos e depois descobrindo por causa do calor. Lembro aqui que o André basicamente só reservou hotéis de luxo para essa viagem, e sair desse conforto para dormir ao relento seria um pouco demais para o pobre “mochileiro”.

    Por sorte existia uma passeio que fazia tudo isso, mas tirava a parte do dormir ao relento e foi nesse que optamos ir.

    Fomos com um grupo de peruanos que moravam em Miami (ganham em dólar os sortudos), uma americana e um alemão. Após visitar um orquidário e uma criadouro de borboletas, fomo para o primeiro passeio que era conhecer uma tribo de mulheres girafas, que são geralmente refugiados do Vietnã ou Myanmar e que possuem a secular tradição de alongar o pescoço das mulheres com argolas de ferro. Não se sabe direito com isso se iniciou, alguns dizem que é um padrão de beleza, outros que é usado para se proteger de mordidas de tigre(como??). Geralmente as crianças começam a colocar as argolas aos 5 anos e aos 10 decidem se querem continuar com isso para o resto da vida.

    Três curiosidades valem ser mencionadas, a primeira é que existe uma lenda urbana que diz que caso elas tirem as argolas, o pescoço quebraria por não aguentar o peso, mas isso é mentira, pois segundo o guia a única tarefa que elas não conseguem fazer é nadar por não conseguirem fazer direito esse movimento de virar o pescoço rapidamente. A segunda curiosidade é que o pescoço não cresce, as argolas acabam afundando a caixa toráxica e dá a impressão de um pescoço maior (deve doer!). A terceira causou grande revolta no André, pois ele descobriu que apenas mulheres podem usar esses anéis, só que ele estava curiosíssimo para saber onde os homens colocavam as argolas e o que eles alongavam! Logo depois de ter o seu sonho destruído, o André começou a perguntar sobre a tribo dos homens elefantes.












    A segundo passeio foi andar de elefantes, o que é bem legal e bem tranquilo. Esses elefantes são bem mansos e muitos foram comprados de campos que os usavam como mão de obra nas lavouras e por isso carregam consigo muitas cicatrizes. Fiquei apenas com pena do elefante que teve de carregar o André, o coitado se assustou e tentou fugir, mas acabou tendo de carregar cambaleante o outro exemplar de sua espécie. No final é possível tirar umas fotos e dar uns abraços nos elefantes.

    Uma curiosidade desse passeio foi que no meio dele apareceram uma matilha de cachorros e começou a querer atacar meu elefante, uma trombada depois e todos estavam correndo por suas vidas.






Sem noção de perigo.




    O terceiro passeio foi o rafting e o bambu rafting. O instrutor falou que era nível três, mas parecia bem mais tranquilo, o maior problema era que ficávamos encalhados em bancos de areia e pedras a todo momento. Depois de um tempo notamos um padrão de que o barco sempre encalhava do lado em que o André estava e para soltar, passamos a pedir para ele mudar de lado. O bambu rafting é na verdade só uns 200 metros de rio que descemos em uma balsa de bambu na qual nem remávamos, ficávamos apenas vendo o guia remar, o que foi bom pois pensei que o André poderia não querer devolver o bambu.

Depois tivemos um almoço onde a comida veio embalada em uma folha de bananeira, o que nos causou certa apreensão, mas no final era só macarrão(ufa).

O último passeio foi uma trilha de 45 minutos que fizemos de chinelo até chegar a uma cachoeira, onde tomamos um banho e voltamos pela mesma trilha até a van que nos levaria de volta para o Hotel.

No geral o passeio foi divertido e não muito difícil eu daria um grau de dificuldade para ele de “Mariposa esvoaçante pousando em um lírio dourado de plástico para beber água adocicada”.

Ah, meu Deus, o que será?

Ufa, macarrão.







   

2 comentários:

  1. Miojo na folha de bananeira? Isso não tem como dar errado!

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    1. Estamos em um lugar em que no café da manhã tem porco com arroz grudado. Miojo está bom demais!

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