sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Dias 21 e 22 – Tailândia – Phi Phi – Mais e mais snorkel, vista e tailandeses em fogo

    Acho que erramos no planejamento para Phi Phi, pois apesar de ser um lugar muito bonito, é possível fazer todos os passeios em dois dias, mas tínhamos três, o que fez o ritmo desses dias serem meio vagarosos.
 
    Na verdade, o passeio que fizemos no dia anterior já visitava praticamente todos os pontos famosos desse arquipélago, então ficamos meio vendidos para os dias seguintes. Resolvemos então aproveitar o vigésimo primeiro dia para ir de novo em algumas praias e assistir um show na parte da noite.

    Combinamos com um taxi boat um passeio que nos levaria de novo para Maya Beach, um ponto de snorkel novo e Monkey Beach, onde não pudemos parar no dia anterior. O custo da taxi foi meio salgado (600 baht ou 65 reais para cada) para três horas, mas era tabelado e não tinha muito choro (eu olha que eu tentei!).

    O barco do taxi boat é pequeno e quando ele sai de uma ilha para a outra é um desespero, pois ele fica em alto mar com muitas ondas e água voa para todos os lados. André claro, aproveitou para abraçar o barqueiro e pedir socorro.

    Quando chegamos em Maya Beach descobrimos que se tocássemos na areia da praia teríamos de pagar 400 Baht (uns 45 reais) de entrada! É claro que automaticamente eu achei o barco um lugar muito mais agradável que a praia e tentei convencer todos a ficar por lá mesmo. Na verdade a taxa só é cobrada se formos para a praia principal, então achamos uma prainha minúscula e meio suja e paramos para fazer snorkel e mergulhar. Apesar de pequena, existiam vários gringos por lá que não queriam pagar a entrada e eles fizeram tantos “de boas” que deixaram o André encabulado. Tinha inclusive um “de boa” em que eles se juntavam em um montinho e ficavam todos se roçando, o que fez prontamente o André querer imitá-los, mas eu me recusei a ficar no montinho temendo pela minha dignidade.


Praia gratuita!


Infinitos peixes amarelos.




    Depois paramos em mais um ponto de snorkel e rumamos para Monkey Beach, que é uma praia infestada de macacos. A praia em si não é das melhores, a atração é ficar vendo os mal-educados macacos roubando comida dos turistas. Um desses turistas tentou oferecer um salgadinho para um, mas o malandro puxou o saco inteiro e sair correndo. Os macacos são tão mal acostumados que chegam a ser agressivos, roubando tudo que conseguem ver. Por sorte a gula do André o salvou dessa vez, já que ele tinha acabado toda sua pringles antes de chegar na ilha.


Macaco mal-educado e admirador de salgadinhos.


    No final do dia fomos ainda ver um show de encantadores de fogo na praia. O André estava empolgadíssimo para ver os tais “homens fogosos” que ficavam na praia, mas era só um inocente show de artistas que faziam malabarismo com fogo. O show até que era bom, mas eles arriscavam bastante e erravam mais ainda, teve uma parte em que um deles colocou um bastão flamejante dentro das calças para provar que aguentava, mas parece que o estrago foi maior do que ele esperava (espero que ele já tenha tido filhos). Na verdade o show chega a ser meio perigoso, pois tem uma parte em que eles começam a jogar bolas cheias de óleo flamejante entre eles e com a plateia entre o espaço para os arremessos, o que fez com que uma vez duas dessas bolas flamejantes colidissem e caíssem no meio de todos, quase acertando a cabeça de um turista. No final pelo menos sobrevivemos apenas com alguns sustos.

Legal, mas quase matam um turista.




    No vigésimo segundo dia nós não aguentávamos mais snorkel, praias e aqueles malditos e infinitos peixes amarelos que pareciam estar em todos os lugares. Apesar de eu não ter interesse, um outro destaque de Phi Phi são as infinitas festas/baladas que existem, ao ponto que encontramos um brasileiro festeiro que morava e trabalhava ali faziam cinco anos e meio e ele dizia que todo santo dia ia para as orgias infinitas da ilha e ficava de ressaca no dia seguinte. Cinco anos e meio de orgias??? Confesso que cheguei a admirar a resistência desse sujeito, mas essa admiração não foi o suficiente para ir para uma dessas baladas.

    Resolvemos gastar uma parte do dia fazendo algo que não tivesse relação com peixes e praias,e descobrimos que existia uma trilha por lá! Na verdade não chega a ser uma grande trilha, mas apenas uns 3 quilômetros de estrada para chegar no mirante da ilha. Em favor da trilha eu digo que pelo menos tem bastante subida, estava muito quente e tinha uns macacos sedentos por salgadinhos no meio da trilha. Se for para dar uma nota de dificuldade eu daria “Coala preguiçoso e manco aproveitando o sol de verão para passar em uma spa e fazer as unhas enquanto come eucaliptos de plantação orgânica”.

    Pelo menos a entrada era barata (30 bath ou 3 reais), o mirante muito bonito e era possível ver boa parte da ilha.

""Trilha".










O resto do dia não teve muitas eventualidades. Usamos a piscina do hotel de muitas estrelas que o André fez questão de reservar, passeamos pelas ruas da ilha, compramos lembrancinhas (eu meio que só assisti essa atividade) e o André voltou a procurar as mulheres tromba.

Amanhã partimos de Phi Phi e pelo menos o André vai poder parar de se preocupar com tsunamis, pois já estava ficando ridículo ver ele correndo para as montanhas para cada vez que alguém pisava mais forte na água e fazia uma marolinha. 

Rua de Phi Phi.


Comida típica. Abacaxi, arroz e três camarões.

   

3 comentários:

  1. Pô, e vcs não foram em balada nenhuma? Pensei que ia rolar um relato de pegação, só pra variar.

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  2. Aqueles macacos são pegadores.

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