O oitavo dia da
viagem não teve muitos acontecimentos, pois foi inteiro de viagens.
Pegamos um voo de Siem Reap para Bangkok e depois para nossa próxima
parada Chiang Mai, onde vamos ter a parada mais longa da viagem,
ficando seis dias.
Chiang Mai é a
segunda maior cidade da Tailândia, fica no norte do país em uma
região montanhosa e é muito famosa como centro de negócios e
turismo. Aqui existem várias atrações interessantes para ir, além
de cerca de 300 templos budistas espalhados pela cidade(!).
Para variar o André
reservou um hotel ao invés de um hostel, mas dessa vez ele pelo
menos não é de cinco estrelas e não tem carregadores de malas e
toalhas geladas, só não se pode dizer o mesmo sobre não ter
piscina. O nome é Bed Phrasingh e ele tem uma ideia muito legal de
tentar te fazer sentir em casa, fazendo com que na entrada existam
várias geladeiras gigantes com muitos itens gratuitos, como água,
frutas, iogurte, leite, chá, biscoitos e dizem até que terá
cerveja nos próximos dias. O problema dessa estratégia é que volta
e meia deve aparecer um hóspede como o André, que já chega
assaltando toda a geladeira, colocando os pés sujos e descalços na
mesa e roncando no sofá. Espero que a política do hotel não mude
por nossa causa.
Conhecemos uma
simpática brasileira que trabalha lá e ela nos ajudou a selecionar
o que faremos nesses próximos dias. No nosso nono dia, escolhemos
fazer uma visita à Chiang Dao Cave e ao templo de Doi Suthep.
Combinamos um preço
de 2700 Baht (uns 300 reais) para alugar um táxi pelo dia todo, e
assim chegarmos a esses lugares que são razoavelmente distantes de
onde estamos. A motorista que nos atendeu foi muito solícita, mas
não conseguimos deixar de notar o seu nome na licença de taxista,
ela tinha o infeliz nome de TitiPorn(!!??!). Desconfio de que quem
escolheu a nossa motorista pelo nome foi o André.
Demora um pouco para
chegar até a Chiang Dao Cave, mas a entrada é bem barata (40 baht
ou 5 reais). A caverna tem dois caminhos, um deles é para ser feito
sem guia ou lanterna e é meio sem graça, apenas umas estruturas
bonitas, umas estátuas de Buda pelo caminho e umas quedas do André.
Nem para uns “de boa mostrando músculos inexistentes e esconde a
barriga” do André serviu esse caminho, mas a segunda opção já é
mais interessante.
É possível pagar
mais 200 baht(22 reais) por uma lanterna e um guia, seguindo assim
por um caminho não iluminado, estreito e cheio de “esculturas”
naturais. Na verdade, muita das ditas esculturas são forçadas, o
guia via elefantes, leões, cachoeiras e flores em todos os lugares,
mas confesso que minha capacidade de abstração falhou em muitas
delas e olha que tentei virar a cabeça para os dois lados e plantar
bananeira. Vale também para mais uma vez ver o André entalar em
todas as passagens estreitas e bater a cabeça em tudo que o guia
falava para ter cuidado. No geral é um passeio bem tranquilo e meu
nível de dificuldade para ele ficaria no “Donzela virginal andando
serelepe pelo tapete da sala e usando pantufas rosas”.
| O que seria isso? |
| Morcegos! |
O segundo objetivo
do dia é o templo Doi Suthep, que fica na montanha de mesmo nome e
possui uma vista panorâmica muito boa de Chiang Mai.
Esse templo é
sagrado e como os outros não é permitido mulheres mostrarem o ombro
ou usarem short, o que faziam todos apontarem para a Maíra e falarem
“TOO SEXY!!TOO SEXY!!”. É possível chegar usando uma escada de
309 degraus ou pegar um elevador, obviamente o André não quis
queimar suas muitas calorias acumuladas e nos fez andar de elevador,
o que foi uma nova derrota para mim. Vale a pena conhecer o templo, a
vista é muito bonita e a arquitetura espetacular, a curiosidade
ficou para uma sala em que tinha um monge junto com vários devotos e
esses estavam doando MUITO dinheiro (vários bolos de notas de 500
Bahts) para o monge, fiquei sem entender, mas estranhamente me
lembrou algumas outras religiões que tem no Brasil.
| Monge recebendo muitas doações |