quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Dia 27 – Bélgica – Antuérpia – Bélgica?

   É isso mesmo que o título diz? Bélgica?? Antuoquê? Mas não era para ser Amsterdã? Provavelmente quem me lê deve pensar que comemos muffins de maconha demais e em um acesso de loucura decidimos largar o Brasil (seria loucura mesmo?) e vagar pela Europa vivendo a vida louca e aproveitando a vida com o dinheiro que o André consegue vendendo o corpo.

    Bom, na verdade não foi bem isso, até porque o André não conseguiria muito vendendo o corpo. O que aconteceu foi que decidimos que nesse último dia de viagem, pegaríamos um trem para conhecer Bruges na Bélgica, só que já na estacão descobrimos que levaria quatro horas para ir e mais quatro para voltar. Foi quando uma pessoa que trabalhava na estação nos deu a dica de conhecer Antuérpia que era na Bélgica e só ficava a duas horas de distância. Sem nem fazer muita ideia do que seria uma Antuérpia(seria de comer?), lá fomos nós para a Bélica.

    A passagem custou 42,5 euros ida e volta (uns 170 reais) e a Bélgica é tão tranquila que nem precisamos mostrar passaporte para entrar.

    Acabamos descobrindo que Antuérpia é uma cidade bem conhecida na Bélgica, sendo a segunda maior daquele país e repleta de atrações. A primeira delas é a própria estação de trem, que já foi eleita a mais bonita do mundo. Fora isso são muitas igrejas, um castelo, estátuas e praças, isso sem contar os chocolates belgas!''
Estação de trem mais bonita do mundo!



    É possível fazer tudo por lá a pé, sendo que levamos cerca de 20 minutos para percorrer da estação de trem para o centro histórico. Logo no caminho existe a Meir que é uma rua repleta de lojas e muitos lugares para comer waffles ou chocolates, quer dizer....está tudo em euro, então somente apreciar também é uma opção.

Meir


Waffles para engordar mais ainda o André.


    No centro histórico vimos vários lugares que valem a pena, como a gigantesca Catedral da Nossa Senhora (de 1521), o Palácio Municipal (City Hall) que tem uma exibição (gratuita!) sobre a história da cidade e o castelo Steen que é a construção mais antiga da cidade(de 1200!).

    Na frente do Palácio Municipal é possível ver a estátua do herói Brabo, que segundo a lenda, derrotou um gigante que arrancava a mão de que não lhe pagava e jogava em um rio. Como bom herói e paladino da justiça, nosso Brabo arrancou a mão do gigante e jogou no rio para ele aprender a não fazer mais traquinagens.

    Na frente do Steen é possível ver uma estátua que interessou muito o André, é a estátua de Semini, o gigante e bem dotado deus da fertilidade! A estátua antigamente exibia o avantajado membro do deus, mas uns jesuítas caretas e conservadores retiraram o instrumento do pobre deus da fertilidade. Isso chateou duplamente o André, pois ele não pode conferir em primeira mão os “dotes” do deus e também ficou com uma pitada de inveja já que a operação que ele não conseguiu fazer na Tailândia devido ao preço, foi feita de graça na estátua.

Catedral de Nossa Senhora.




Não faça mais traquinagens!

Palácio Municipal.


Steen.

Todos admirando o membro arrancado de Semini.



    Fora isso aproveitamos o passeio para provar a famosa batata frita da região, mas confesso que não achei nada de muito diferente do normal, quer dizer, tirando o tamanho da porção que dava para alimentar uns dois batalhões de soldados famintos ou até mesmo para me alimentar.

Batatas infinitas!


    Voltando para Amsterdã, aproveitamos rapidamente para conhecer o Red Light District que diziam ser o lugar mais louco da cidade. Aqui a prostituição é legalizada e nessa rua várias delas ficam a mostra em janela esperando o cliente, além de que a rua ainda tem muitos casinos, casas de shows pornográficos e sexy shops. Na verdade, andamos pela rua inteira e só vimos três prostitutas, dizem também que existem até famílias assistindo aos shows eróticos (que dizem nem ser tão erótico) e tem muita gente pela rua. No final das contas tive a impressão de que o Red Light é só uma atração turística mesmo, e comparado com o que existe no Rio de Janeiro, é quase um Disney World.

    Ao final, voltamos para o hotel e nos preparamos para ir embora no dia seguinte. Essa viagem vai deixar saudades, todos os lugares visitados foram especiais de algum modo, e claro o André ainda suspirará muito tempo de saudades das mulheres trombas, massagens penianas e dos templos eróticos.
  

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Dias 25 e 26 – Amsterdã – Lembrando como se sente frio

   Como o nome do blog diz, a viagem deveria ter acabado dia 25, mas como tínhamos adiado a volta em dois dias, o blog ganha dias de bônus! O problema é que no nosso caso isso também implica em gastos extras e agora nada mais de baht, a coisa ficou séria!Os gastos são em euros!

    Para ajudar mais ainda, estamos saindo de temperaturas altíssimas para o inverno europeu e como não viemos preparados para isso, o número de casacos é limitado. Para piorar mais um pouco o André anda muito marcado pelo templo que ele achou na ilha de Krabi (relato anterior) e agora que se converteu para essa nova “religião”, tem a obrigação de rezar todos os dias se prostrando de quatro na direção geográfica do templo de Krabi. Sem dinheiro, casacos e com o André se portando dessa maneira, enfrentar Amsterdã pode se tornar um desafio maior do que o resto da viagem. Se bem que qualquer coisa é mais desafiadora do que ficar tomando banho de praia e dormindo em hotéis cheios de constelações de estrelas.

    Ficamos no Bycycle Hotel, que é bom mas não se compara aos outros que já estivemos. Só o fato de termos que subir quatro lances de escadas para chegar no nosso quarto já representa um desafio maior do que toda nossa viagem.

    O vigésimo quinto dia foi só de viagens, pegando um avião para Amsterdã e chegando lá no fim do dia, onde descobrimos que aqui tudo fecha mais cedo às segundas! Provavelmente cansados e de ressaca, os nossos amigos vida lokas usam segunda para dar uma descansadinha. Cada vez gosto mais desse lugar!

    O vigésimo sexto dia foi gasto passeando por Amsterdã e visitando a Casa de Anne Frank e o Museu de Van Gogh.

    Algo que descobrimos é que não se deve pegar táxi em Amsterdã, já que queriam nos cobrar 50 euros por uma corrida de 10 minutos (uns 220 reais). Muito mais jogo é pegar o passe do transporte público de lá (tram), onde pagamos 12 euros (uns 50 reais) por um passe de dois dias (quantas passagens quiser por dois dias). Dessa forma pudemos ver as atrações da cidade com tranquilidade.

    A Casa de Anne Frank é uma das atracões mais populares de Amsterdã. Para quem não conhece, vale a pena estudar um pouco sobre a história de Anne Frank (existem filmes para os mais preguiçosos), pois é um grande relato de quanto se sofreu na segunda guerra. Anne Frank foi uma criança que junto com sua família (judia de origem alemã) se refugiou em Amsterdã para escapar do nazismo, mas depois que todo o país se rendeu à Hitler, se escondeu junto com o resto da família nos fundos da casa do pai que servia como fábrica. Por dois anos eles se esconderam e sofreram juntos nesse minúsculo espaço, mas já nos últimos anos da guerra, foram descobertos e levados para campos de concentração, onde todos morreram com exceção do pai. Após a morte, o diário que a filha(Anne Frank) escrevia enquanto estava escondida, foi entregue ao pai que o publicou, virando um dos livros mais lidos do mundo.

    A casa é a residência onde funcionava a fábrica da família e onde eles se esconderam. Vale bastante a visita, e as passagens do diário e relatos são comoventes.

Casa de Anne Frank.


    Já o Museu Van Gogh é outra atração imperdível da cidade e é dedicado aos trabalhos de Van Gogh, bem como vários de seus contemporâneos, como vários trabalhos de Edvard Munch (famoso por muitos quadros, como “O Grito”). Fica na praça dos museus e vale muito a visita.

Museu de Van Gogh.


O que essas duas atrações tinham em comum? Ambas não permitiam tirar fotos, o que causou muita revolta no André que como sempre queria fazer seus famosos “de boa”, mas teve de se contentar apenas com as fachadas do prédio para uns “de mais ou menos e com frio”.




Mercado das flores.





   

domingo, 15 de novembro de 2015

Dias 23 e 24 – Tailândia – Krabi – Mergulhos de novo e mais praia(!)

    Saímos cedo de Phi Phi no vigésimo terceiro dia e pegamos um barco para Krabi que seria nossa última parada na Tailândia.

    Krabi é uma cidade costeira que como as outras possui praias maravilhosas, mas com uma estrutura bem melhor. Aqui o que se tem para faze é o mesmo que em todos esses últimos lugares, praias, snorkel, mergulhos, massagem, etc. Eu confesso que apesar de gostar de praia, não sou um fanático e depois de tantas ilhas paradisíacas eu já estou meio cansado de tanto sol, areia no short, sal e principalmente eu estou cheio dos infindáveis peixes amarelos que aparecem em todo lugar. Se esse peixe for comestível eu acho que acabo de descobrir como erradicar a fome no mundo, pois aonde quer que eu vá, lá estão esses infinitos peixinhos para me encher a paciência.

    Como o vigésimo terceiro dia acabou encurtado pela viagem, só restou dar uma passeio pela orla e conhecer um pouco mais da cidade. Aproveitamos para fechar o passeio do dia seguinte que é o 7 Islands of Krabi Sunset (As sete ilhas de Krabi com pôr do sol). Esse passeio seria nosso único em Krabi, já que nossa estadia ali é limitada a dois dias, mas ele nos leva para conhecer boa parte dos pontos turísticos, e para melhorar ele ainda promete um churrasco no barco! Com imagens de picanhas no espeto, partimos para o passeio que nos saiu 650 baht por pessoa (uns 70 reais).



Orla de Krabi.



    A primeira comentário que faço sobre o passeio, é que apesar do nome de sete ilhas, ele só vai em três(malandrinhos). Ele passa em Poda, Tup Islets e Chicken Island, sendo que duas dessas são parte de um parque nacional e tem uma pegadinha de 400 baht para entrar (uns 45 reais).

    As prais como sempre são muito bonitas, com água quentinha e peixes amarelos para lhe encher o saco. Dependendo da maré, pode-se ver o banco de areia que liga duas delas e na última ilha ainda é possível escalar um paredão rochoso, curtir o pôr do sol e ver mais alguns dos macacos mal-educados roubando a comida dos turistas.

    Por falar nessa última ilha, nela encontramos um altar dedicado ao novo Deus preferido do André. Quando ele viu o altar, automaticamente se ajoelhou, rezou, louvou e prometeu compartilhar partes íntimas de seu ser para o bem da irmandade. Confira a foto do altar de adoração:

Templo para o André rezar.


    Fora isso depois de apreciarmos o pôr do sol, ainda é possível fazer uma parada de barco para ver os glowing plankton, (plânctons brilhantes), que são uns plânctons bioluminescentes que brilham quando passamos a mão na água. Tentei tirar fotos, mas é difícil pegar algo que brilha tão rapidamente. O guia chegou a pegar um balde de água e derramar no barco, assim fica possível ver o brilho deles na água que escoa.

    Esperei então ansiosamente pelo meu churrasquinho no jantar, mas para variar foi uma decepção. Era um espetinho com alguns poucos pedaços de frango e muita pimenta. A picanha infelizmente vai ter de esperar a volta ao Brasil.

    Esse foi nosso último dia na Tailândia, já que o próximo é só de viagens. Ainda temos uns dois dias em Amsterdã, mas apesar de estar cansado de praia, confesso que sentirei um pouco de falta daqui, tirando é claro algumas exceções como os malditos peixes amarelos e a comida tailandesa. Já o André não se conforma em ter de deixar as mulheres tromba e pior ainda, não se conforma de não ter deixado um pedaço de si como lembrança nesse país, mas a operação era em dólar e estava muito caro.





Peixes amarelos me perseguem.



Tempestade chegando.



Macaco safadinho roubando uma coca.





Sol se pondo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Dias 21 e 22 – Tailândia – Phi Phi – Mais e mais snorkel, vista e tailandeses em fogo

    Acho que erramos no planejamento para Phi Phi, pois apesar de ser um lugar muito bonito, é possível fazer todos os passeios em dois dias, mas tínhamos três, o que fez o ritmo desses dias serem meio vagarosos.
 
    Na verdade, o passeio que fizemos no dia anterior já visitava praticamente todos os pontos famosos desse arquipélago, então ficamos meio vendidos para os dias seguintes. Resolvemos então aproveitar o vigésimo primeiro dia para ir de novo em algumas praias e assistir um show na parte da noite.

    Combinamos com um taxi boat um passeio que nos levaria de novo para Maya Beach, um ponto de snorkel novo e Monkey Beach, onde não pudemos parar no dia anterior. O custo da taxi foi meio salgado (600 baht ou 65 reais para cada) para três horas, mas era tabelado e não tinha muito choro (eu olha que eu tentei!).

    O barco do taxi boat é pequeno e quando ele sai de uma ilha para a outra é um desespero, pois ele fica em alto mar com muitas ondas e água voa para todos os lados. André claro, aproveitou para abraçar o barqueiro e pedir socorro.

    Quando chegamos em Maya Beach descobrimos que se tocássemos na areia da praia teríamos de pagar 400 Baht (uns 45 reais) de entrada! É claro que automaticamente eu achei o barco um lugar muito mais agradável que a praia e tentei convencer todos a ficar por lá mesmo. Na verdade a taxa só é cobrada se formos para a praia principal, então achamos uma prainha minúscula e meio suja e paramos para fazer snorkel e mergulhar. Apesar de pequena, existiam vários gringos por lá que não queriam pagar a entrada e eles fizeram tantos “de boas” que deixaram o André encabulado. Tinha inclusive um “de boa” em que eles se juntavam em um montinho e ficavam todos se roçando, o que fez prontamente o André querer imitá-los, mas eu me recusei a ficar no montinho temendo pela minha dignidade.


Praia gratuita!


Infinitos peixes amarelos.




    Depois paramos em mais um ponto de snorkel e rumamos para Monkey Beach, que é uma praia infestada de macacos. A praia em si não é das melhores, a atração é ficar vendo os mal-educados macacos roubando comida dos turistas. Um desses turistas tentou oferecer um salgadinho para um, mas o malandro puxou o saco inteiro e sair correndo. Os macacos são tão mal acostumados que chegam a ser agressivos, roubando tudo que conseguem ver. Por sorte a gula do André o salvou dessa vez, já que ele tinha acabado toda sua pringles antes de chegar na ilha.


Macaco mal-educado e admirador de salgadinhos.


    No final do dia fomos ainda ver um show de encantadores de fogo na praia. O André estava empolgadíssimo para ver os tais “homens fogosos” que ficavam na praia, mas era só um inocente show de artistas que faziam malabarismo com fogo. O show até que era bom, mas eles arriscavam bastante e erravam mais ainda, teve uma parte em que um deles colocou um bastão flamejante dentro das calças para provar que aguentava, mas parece que o estrago foi maior do que ele esperava (espero que ele já tenha tido filhos). Na verdade o show chega a ser meio perigoso, pois tem uma parte em que eles começam a jogar bolas cheias de óleo flamejante entre eles e com a plateia entre o espaço para os arremessos, o que fez com que uma vez duas dessas bolas flamejantes colidissem e caíssem no meio de todos, quase acertando a cabeça de um turista. No final pelo menos sobrevivemos apenas com alguns sustos.

Legal, mas quase matam um turista.




    No vigésimo segundo dia nós não aguentávamos mais snorkel, praias e aqueles malditos e infinitos peixes amarelos que pareciam estar em todos os lugares. Apesar de eu não ter interesse, um outro destaque de Phi Phi são as infinitas festas/baladas que existem, ao ponto que encontramos um brasileiro festeiro que morava e trabalhava ali faziam cinco anos e meio e ele dizia que todo santo dia ia para as orgias infinitas da ilha e ficava de ressaca no dia seguinte. Cinco anos e meio de orgias??? Confesso que cheguei a admirar a resistência desse sujeito, mas essa admiração não foi o suficiente para ir para uma dessas baladas.

    Resolvemos gastar uma parte do dia fazendo algo que não tivesse relação com peixes e praias,e descobrimos que existia uma trilha por lá! Na verdade não chega a ser uma grande trilha, mas apenas uns 3 quilômetros de estrada para chegar no mirante da ilha. Em favor da trilha eu digo que pelo menos tem bastante subida, estava muito quente e tinha uns macacos sedentos por salgadinhos no meio da trilha. Se for para dar uma nota de dificuldade eu daria “Coala preguiçoso e manco aproveitando o sol de verão para passar em uma spa e fazer as unhas enquanto come eucaliptos de plantação orgânica”.

    Pelo menos a entrada era barata (30 bath ou 3 reais), o mirante muito bonito e era possível ver boa parte da ilha.

""Trilha".










O resto do dia não teve muitas eventualidades. Usamos a piscina do hotel de muitas estrelas que o André fez questão de reservar, passeamos pelas ruas da ilha, compramos lembrancinhas (eu meio que só assisti essa atividade) e o André voltou a procurar as mulheres tromba.

Amanhã partimos de Phi Phi e pelo menos o André vai poder parar de se preocupar com tsunamis, pois já estava ficando ridículo ver ele correndo para as montanhas para cada vez que alguém pisava mais forte na água e fazia uma marolinha. 

Rua de Phi Phi.


Comida típica. Abacaxi, arroz e três camarões.